agosto 01, 2014

A Indústria do Ódio

- Primeiro cria-se o ódio contra qualquer coisa, a vitimização é permanente e faz-se propaganda ao ódio;
- Depois ganham-se eleições ou dá-se um golpe de Estado e cria-se uma ditadura com o aglutinador ódio;
- De seguida persegue-se a força perdedora metralhando-a sem qualquer piedade;
- Criam-se instituições para propagar o ódio à geração seguinte com o absoluto desprezo da vida humana perante a indiferença de quem se habituou a odiar;
- Esmaga-se qualquer movimento dissidente matando com a forca, tiro na nuca, arrastamento pelas estradas, execuções sumárias;
- A justiça não existe: o julgamento, a condenação e a execução são feitos pelos mesmos actores;
- Invade-se e mata-se os vizinhos para excitar e sublimar o ódio entre os seus e trazer os seguidores do ódio à causa;
- O país vizinho ousa defender-se e entra-se de novo na vitimização com o auxílio dos idiotas do costume com simpatias pelo ódio; 
- A geração seguinte é treinada para matar e expressar de forma violenta esse ódio sob a bênção de quem faz do ódio a sua vida;
- Não existe qualquer plano para o desenvolvimento económico das populações nem intenção de fomentar as boas relações com as nações próximas para esse desenvolvimento: afinal a pobreza ou as carências são sempre culpa dos odiados;
- As dádivas externas, dos que convivem sem problemas com o ódio ou são a ele indiferentes, são convertidas em armas e estruturas de ataque à nação vizinha a qual reage para se defender;
- Uma nova vaga de vitimização;
- Enquanto isso muitos enchem a pança e as contas bancárias revolvendo-se com até quatro mulheres em confortáveis bunkers de onde só saem para dar conferências de imprensa em hospitais;
- Estes são os únicos ganhadores e farão tudo para levarem esta vidinha tão longe quanto puderem

Uma indústria que está para durar enquanto houver consumidores e financiadores da mesma indústria.


1 comentário:

  1. Não vale a pena conversar com os idiotas úteis acerca disso: eles vão sempre usar a lenga-lenga do "os palestianinos morrem mais" ou então "não são todos os palestinianos que são maus como os do Hamas".

    ResponderEliminar

Todos os comentários são lidos antes da publicação. Qualquer comentário menos próprio não será publicado.