Acarinhar o Lobo e esquecer as ovelhas

O papa Leão falta-lhe, no mínimo, alguma solidariedade com os cristãos perseguidos também no norte de África. Não conhece o princípio da Guerra Justa que tantos doutores da Igreja justificaram.

O papa Leão visitou um monumento na Argélia que glorifica quem eliminou praticamente o cristianismo e o judaísmo na Argélia. Os cristãos eram duas centenas de milhar e estão reduzidos a 8000 e os judeus são apenas cerca de 200.

São como as baratas

 ... o rebanho de comentadores, analistas e especialistas que partilham o antissemitismo e o ódio a Israel, a pretexto das operações israelitas no Líbano ou de qualquer coisa que Israel faça para defender o seu povo.

Podiam recuar alguns anos e verificar se, após sucessivos conflitos com o movimento terrorista sediado no Líbano — um Estado fragilizado desde que foi infiltrado por grupos armados palestinianos — e depois de vários acordos, esse mesmo movimento alguma vez os cumpriu, apesar do envolvimento e supervisão das da antissemita UN.

Podiam perguntar-se como um movimento terrorista pode ter vida própria num país soberano.

Poderiam igualmente questionar se as populações israelitas não são também forçadas ao exílio perante ataques indiscriminados, e se não existem, do lado de Israel, crianças vítimas e sofrimento humano.

Poderiam simplesmente perguntar os motivos que levam Israel a atacar alvos no Líbano. É simples diversão? É falta de algo mais para fazer?

Força Israel. Hitlers há muitos!  

Um Leão sem garra

O Papa parece estar a dar continuidade a um pontificado tão pobre como o de Francisco.

Enche o peito contra as democracias, mas acobarda-se perante ditaduras que perseguem cristãos. Disse alguma coisa sobre a Nigéria, onde dezenas de cristãos terão sido massacrados na Páscoa? E sobre a Nicarágua, onde as celebrações pascais foram proibidas? E sobre a miséria, a perseguição e a opressão a que os cristãos estão sujeitos no Paquistão e em quase todos os países islâmicos?

Ainda bem que nem Cristo nem os apóstolos foram assim.

Irá o Papa celebrar a vitória de Lepanto?