Tinha uns sapatinhos assim (do lado esquerdo): tristes, baços, descoloridos, feios e um pouco deformados pelo dedo grande do pé. Passei uma grande vergonha ainda: dei uma topada e um deles ficou de boca aberta.
O Pai Natal caminhava a meu lado e disse: vamos comprar dois pares já. E assim foi! Agora tenho os sapatos do lado direito: cómodos, flexíveis, suaves e brilhantes.
É bom ter um Pai Natal ao nosso lado.
Ao mais pequeno calhou esta maravilha que exige tanto de equilibrismo como de manhas, qualidades que o candidatam a futuro primeiro-ministro. Trata-se de um meio de transporte com apenas duas rodas (para ter menos atrito), só anda para a frente (Portugal assim avança quer queira quer não) e é movido a energias renováveis que se extraem sem painéis solares e eólicas (basta mexer o corpo em cima da tábua como uma serpente em fuga).
Há na nossa sociedade forças ocultas que empurram os jovens para equilíbrios instáveis.


Os votos sinceros de um Bom Ano de 2011.
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