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julho 17, 2026

Parabéns a Fernando Alexandre

Enfrentar a matilha de lobbies na Educação não é para qualquer simples mortal.

Aquela coligação de milícias ideológicas dos moribundos PCP e BE— Missão Escola Pública, STOP, presidentes de associações e afins — é simplesmente nojenta. Representam o pior da esquerda sindical e partidária, autênticas Porcas do Bordalo Pinheiro da educação portuguesa.

Ver os jornalistas a deambular com o seu vocabulário previsível é outro espetáculo deprimente: “desigualdade”, “ansiedade”, “depressão”, “preocupação com o futuro”, "vida suspensa", "incerteza", "stress". Parece um manicómio. Mães desesperadas por terem marcado férias, angustiadas com o destino do filho único — porque, claro, não contribuir para a “sustentabilidade demográfica” é o fim do mundo.

A comentadoria televisiva completa o quadro: na RTP de alguns mas que todos pagamos, um painel de quatro comentadores, todos da mesma cor política, a diabolizar um sistema educativo que eles próprios ajudaram a construir depois do 25 de Abril.

Curiosamente, este “desmanche psicológico” não surgiu quando os professores fizeram greves em plena época de exames. Aí ficou tudo bem.

O Ministro tem pela frente uma tarefa hercúlea: arrancar deste sistema os lobbies e os parasitas todos, como quem arranca carraças de um cão.

janeiro 18, 2023

As greves

 Percebo "as lutas" dos professores mas duvido de quem os representa. O dirigente do STOP andou pelo bloco e outros grupinhos que, invariavelmente, são barrigas de aluguer para gerar a miséria de milhões.

A luta pela escola pública resume-se neste sindicalismo a "valorização", "progressão" e aumento de salários.. tudo o resto é esquecido.

  • O clima de insurreição nas salas de aula, a falta de respeito aos professores e funcionários, o vandalismo, os palavrões, as drogas ... tudo sai gratuito em sala de aula.
  • A falta de exigência aos alunos. Da sociologia escolar tiraram-se as palavras reprovação, negativas, mau aluno por serem traumatizantes. Reprovar agora é impossível!
  • Os alunos transitam de ano sem conhecimentos suficientes e concluem o liceu com competências que não excedem os da quarta classe de há 50 anos.
  • A "pornografia" dos quadros interativos, tablets e computadores que substituem o desenvolvimento de um raciocinio estruturado, a capacidade de analisar um problema e elaborar uma solução.
  • A transmissão da inveja, desprezo e ódio por quem singrou na vida e agora "é rico" em vez de valorizar o trabalho, as ideias e a capacidade de empreender.
  • A fraude nos testes, o facilitismo nas matérias, os testes resolvidos ... o vício do ver a resolução e não o de chegar a uma solução com esforço e perseverança.
  • A substituição da Matemática, da Física e das Ciências por Sociologias, Cidadanias, etc que não passam de um contágio de aberrações geradas em sociedades profundamente doentes, carentes de valores e amolecidas por um certo bem estar temporário que está a acabar.
  • A bebedeira dos indicadores e índices tornam a escola uma peregrinação obrigatória e dolorosa a muitos jovens:  jovens esses com capacidades inatas para profissões que não exigem uma escolaridade elevada mas antes ensino profissional de qualidade.  

Há jovens que sobrevivem a estes delirios mas, esses, saem do país à procura de oportunidades mal terminam os seus cursos superiores.