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junho 16, 2014

Barrigas de aluguer ...

e aluguer da imbecilidade.

Filomena Gonçalves, que se identifica como Vice-Presidente da Associação Portuguesa de Fertilidade, compara a gestação de uma criança em ventre alugado com um transplante. Vê-se como a dignidade da vida humana é tratada na sociedade actual: um objecto para satisfazer desejos seja à custa do que for. Enquanto dezenas de milhares de vidas humanas foram destruídas precisamente para satisfazer a conveniência de tantos é agora a geração de outras vidas -a cargo meramente processual e material por ventres estranhos- uma prioridade.

janeiro 20, 2012

TVI... uma barriga de aluguer

A TVI é uma generosa barriga de aluguer para tudo o que lhe cheire a causa fracturante. Hoje lá foi para a rua ouvir o Zé Povinho. O Zé telespectador já ia preparado para a reportagem de rua. A reportagem começa sempre desta forma elegante, formativa e profunda e igual, qualquer que seja a causa:

"é ainda um tema tabu na sociedade"

  • O "ainda" remete a qualquer cérebro formatável pela TVI um atestado de minoridade, de velho jarreta, de um irremediável atrasado no tempo, de alguém que anda distraído e se deixou ultrapassar por sua e sua grande culpa;
  • "O Tabu" remete para uma ocultação sem razões racionais, para as crenças tribais e para as cavernas do Neanderthal.
Como pode "a sociedade" ir contra coisas com estas etiquetas? Não pode! Não é capaz! Não tem coragem para renegar um progresso de tal ordem a ocorrer de um dia para o outro. E como podemos provar estes efeitos Migraspirina social? Ir para a rua.

E não é que toda a gente entrevistada (aparte uma ou outra com dúvidas pouco convictas) está de acordo? Nem um vestígio pequenino, irrisório, de opinião dissonante.

E ouvir o médico de seguida dá uma pitadazita cientifica, não é? E mais um especialista uma clínica especializada nos EUA de Obama e uma moçoila que quer servir a causa?

Termina o jornal, com mais um momento Obamatório, papagueando as enormes potencialidades do campeão abortista que, ao abrir e fechar a boca, fica logo com uma enorme fama de talento para canto e umas velhinhas (pretas de preferência) a babar-se na plateia com os acordes presidenciais.

janeiro 19, 2012

Um passado conservador e uma modernidade progressista

A mulher era a fada do lar que tudo cuidava com esmero, era a mãe galinha que orientava, era a mulher virtuosa que ganhava um lugar sentado no comboio e no autocarro, que punha fim aos palavrões  e recebia umas chapeladas.

De repente viram nela a mulher objecto, a mulher explorada, a mulher que tinha filhos que não queria e nada como a emancipar para alcançar a modernidade progressista.

A mulher deixou de ser prostituta e passou a ser a trabalhadora do sexo, a mulher passou a trabalhar muito e disputar o lugar sentado com os homens a ouvir todo o tipo de linguagem obscena, o "aqui mando eu" passou a ser "aqui manda quem paga mais" e a mãe galinha passa a mãe chocadeira.