julho 05, 2012

Galdérias

Uma chiadeira extraordinária na Assembleia da República quando se fala em taxas moderadoras para o Aborto.

Segundo as trogloditas do costume -fossilizadas no passado  mas que pulam furiosas por tudo e por nada enquanto chafurdam na mistela pestilenta de direitos, "vão de escada", saúde reprodutiva, direito à escolha-  os abortos em Portugal são ainda muito poucos. Que sociedade pode produzir esta miséria humana exibindo dezenas de milhares de mortos como um mero número ou percentagem para comparar com outros milhares de mortos? Quantos mais abortos seriam necessários para comover esta miséria?  Elas pretendem valores da URSS? (7.5 abortos por mulher) Curiosamente muito poucas são mães.

Eu luto pelo direito de não comparticipar no financiamento da matança: não faz parte dos meus valores. O Povo votou e disse que sim: quem acha que o deve fazer que o faça por conta própria. Não é uma actividade curativa nem preventiva de doença: quem estiver interessado que a pague. 

Esta é uma oportunidade única de parar o financiamento destes matadouros: pena que o governo seja imensamente covarde, com falta de capital humano e ética de estrebaria.

Pela gritaria na "Casa da Democracia" percebe-se que algo está a mudar: o passado pode voltar mas não fica para sempre. 


Átila, sempre acompanhado por violações de mulheres e crianças não partindo sem matar os rapazes com uma altura superior ao rodado de uma carroça, comentava sempre:
Muitos pecados devem ter cometido para serem castigados por um flagelo como eu

2 comentários:

Anónimo disse...

A liberalização do aborto aprovada em referendo é isto mesmo: o aborto passou a ser livre dentro dos limites de tempo previsto na lei. Não pode ser mais do que isto! Porque é que é feito pelo SNS? Quem quer fazê-lo que o faça em liberdade sem ser presa ou sem penalizações, mas que o faça com o seu dinheiro, onde quiser! Porque é que o País que está a passar por tantas dificuldades, tem que gastar tanto com abortos?! Se é feito no SNS pelo menos que paguem taxa moderadora como qualquer pessoa que recorre a esse mesmo serviço paga. É tão simples...

Lura do Grilo disse...

Não foi só despenalizado realmente. Tornou-se uma regalia ostensiva e quase exclusiva de quem usa o sistema nacional de saúde