março 17, 2026

Os emplastros

A CGTP não perde uma oportunidade para o ridículo. A reforma laboral não tinha ponta por onde se lhe pegasse; recusou discuti-la e afastou-se. Agora faz de vítima.

Também não se percebe de onde surgem as chamadas comissões de utentes: que história têm, que estatutos as regem, quem as financia? Aparecem do nada e, de repente, conquistam atenção televisiva imediata.

A julgar pela comentadoria que infesta as televisões como piolhos no couro cabeludo, talvez fosse uma boa altura para aparecerem não três Salazares, mas três Hitlers e mais três Estalines — passariam incólumes perante estas sumidades.

Não se percebe por que razão Sócrates diz procurar advogado. Com a lábia, o desplante, o descaramento, a imaginação e até as alucinações da criatura, defender-se-ia sozinho sem gastar um tostão dos dinheiros da depauperada mãe.

O desfile de vaidades fúteis dos Óscares prometia indignação pelo tratamento que o Irão dá às mulheres e ao seu povo; afinal, o problema era Gaza. Esperava-se um “não” à guerra na Ucrânia — mas também não foi isso. Esperava-se qualquer coisa; saiu a habitual banalidade. O futuro parece ser a mesma espiral decadente para onde a esquerda empurrou Hollywood.

 

Pouca cabecinha mas ainda há estúpidos por aí

A Rússia financiou generosamente o movimento “ambientalista” na Europa: pintaram de verde velhos vermelhos — mas vermelhos continuam a ser vermelhos.

Impuseram a obsessão das energias renováveis a qualquer custo: já foram gastos centenas de milhares de milhões.

Os resultados estão à vista: energia mais cara, maior dependência externa, desindustrialização, risco de apagões e até danos ambientais.

Mesmo depois desta contabilidade perversa, ainda há quem continue com as energias renováveis na boca e o coração no lugar do cérebro.

março 12, 2026

A UE oscila entre uma comédia permanente e várias tragédias

Nada de surpreendente: quando a liderança pertence a alguém que, como ministra da Defesa, deixou tantas dúvidas, o resultado dificilmente poderia ser diferente. E o que esperar da União Europeia quando o Presidente do Conselho Europeu é o Sr. Costa?

A Europa deixou-se capturar por um ambientalismo radical que chegou ao poder através de ministros do Ambiente. Fecharam centrais nucleares e a carvão, cobriram paisagens com torres eólicas, desmataram para instalar fotovoltaicas e bloquearam barragens — tudo em nome de uma transição energética mal planeada.

Acreditou-se também que o comércio garantiria a paz eterna: “quando as mercadorias atravessam fronteiras, os soldados não atravessam”. A realidade mostrou o contrário. A Rússia invadiu a Ucrânia e a Europa ficou exposta a uma crise energética.

Entretanto, enquanto a Europa se impõe sacrifícios, a China continua a construir centrais a carvãolonge dos discursos e longe das ilusões que dominam o debate europeu. No meio desta política energética, um vencedor claro: a indústria chinesa de painéis fotovoltaicos, financiada indiretamente pelos subsídios europeus.

Ainda poderiamos falar da indústria automóvel, da defesa europeia, da agricultura, da hostilidade com os Estados Unidos (que deixaram na Europa 200 000 jovens para deter a dupla Hitler e Estaline), da invasão islâmica apresentada como migrações, mas .... nem vale a pena.

Financiar pessoas com problemas do foro mental

 ... dá nisto.