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agosto 17, 2010

Piromania

O Estado já deixou arder várias vezes o Parque da Serra da Estrela;

O Estado já deixou arder várias vezes o Parque do Gerês;

O Estado já deixou arder várias vezes o Parque de Montesinho;

O Estado já deixou arder a Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto;

O Estado já deixou arder a Serra da Malcata.

Muitos destes parques naturais estão ao abandono: Invadidos de infestantes, não reflorestados, despovoados por tremendas imposições aos habitantes, sujos de lixo, trilhos destruidos, etc.

Mas o Governo, a pretexto da sua impotência no combate aos incêndios deste ano, pretende expropriar terrenos de privados por estes não os conseguirem limpar. Pensam os ministros, muitos dos quais não terão nunca feito um piquenique ou percorrido um trilho a pé, que limpar as matas é como arrancar as ervas daninhas que nascem no vaso da varanda.

setembro 11, 2009

janeiro 08, 2009

Aquecimento Global

A Teoria do Aquecimento Global, ou a versão mais versátil e camaleonica Teoria das Alterações Climáticas, jaz sob espesso manto de neve. Bush, até ao momento, não foi culpabilizado do frio.

dezembro 12, 2008

Agruras de um ecologista


Domingo, 30 de Novembro, 7h30m da manhã estava um frio de rachar. Bastou por um braço fora do edredon para o perceber. Já não aguentava mais a cama: levantei-me e espreitei pela janela. Apeteceu-me, já gelado, voltar ao ponto de partida: encostei-me à minha botija. Reagiu muito mal:

-Chega-te para lá que estás gelado.

Fiquei furioso: falta de solidariedade, ingrata!!. Quando se deita não me poupa. Levantei-me, sacudi o edredon para entrar frio e deixei-lhe um bocadinho das costas a descoberto. A tiritar segui, qual bichinho da conta enrolado, para a cozinha também gelada. Aquecimento central: népia. A minha casa gasta 7kwh/dia de energia eléctrica e não dou conferências bem pagas para pagar 270kWh/dia, como faz o Algore.

Tinha que ir pagar o pão. Olhei guloso para o meu carrito, pensei no aquecimento ligado mas ... não … tinha que ser ecológico. O cão pôs o nariz de fora do seu alojamento mas preferiu não sair.

Aqueci a encher os pneus da minha bicicleta, calcei luvas e dei umas sapatadas lançando ostensivamente uma mistura de CO2 e vapor de água para a atmosfera.

Cheguei à padaria: alguns minutos de conversa com a padeira para descansar–ela gosta e eu também. A padeira sabe fazer pão, bolinhos, bolo-rei, broa etc. Sabe também de tudo o que se passa à volta da padaria num raio de alguns km e com bastante detalhe. Casamentos, mortes, nascimentos, divórcios e outros factos … nada lhe escapa. As partes mais interessantes são porém aquelas que começam assim.

- Você não diga nada mas dizem por aí que …. bla bla

Delicioso, formativo e informativo. Regressei por outro caminho. As folhas de plátano corriam ligeiras à frente da bicicleta empurradas por um vento nada simpático embora mecanicamente favorável. Uma vaquinha pasmada olhava para mim de um campo. Ruminava e ruminava eu também contra ela:

-Maldita, sua produtora de Metano. Estás a arruinar o meu planeta.

Pensei no leitinho quente com chocolate que ia preparar e perdoei-lhe. Ao fim e ao cabo as bostas espalhas no chão iam fazer crescer a vegetação com mais vigor e aumentar a captura de CO2. Cheguei, aqueci o leite e saí, desta vez a pé, para um passeio higiénico.