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março 30, 2013

Páscoa

Ando um pouco desconfiado com o Papa Francisco: está a ser demasiado elogiado pelos média. Mas adiante...

D. Jorge Ortiga hoje cometeu vários erros durante a Homilia da Páscoa. Desde logo por falar nos suicídios em Espanha: os suicídios em Espanha estão a diminuir e não a aumentar. Segunda falha: esqueceu uma questão fundamental: o aborto. Esse sim uma questão do Homem e da dignidade humana.

Terceira falha: criticar políticos e o sistema bancário. Isso não compete à Igreja. O alvo principal da Igreja é o Homem. Mudar o coração do Homem para que ele possa imitar Jesus e os seus desígnios para a humanidade. Só um Homem renovado pode mudar as Instituições recusando a corrupção, as conveniências próprias e falando sempre a verdade.

A Igreja hoje apenas guia uma Arca de Noé: temos que começar de novo muita coisa. Rombos no casco não ajudam. Criticar César de nada serve.

E a seara é grande numa altura de perversões. Veja-se esta da multinacional do aborto Planned Parenthood (bem apoiada por Obama) com um novo conceito: aborto depois do nascimento. Um regresso ao Império romano antes de Cristo e a que chamam de progressismo de esquerda.







abril 09, 2012

Páscoa

Sapatinhos de verniz e altura pequenita lembro-me da Missa de Aleluia. Na velhinha Igreja abriam-se as cortinas púrpura dos balcões e as tampas de uma caixa de madeira de onde escapam a esvoaçar pombas brancas.

A visita pascal era uma altura impecável para comer uns doces quase sem limite. Agora passa-se em casa do Pai onde aparecem os tios. A entrada em cena é sempre a mesma: comparam-se as ciáticas, os reumatismos, as idades e prometem-se curas mútuas a "banhos de terra fria" com os sorrisos algo amarelos. Comparam-se as alturas dos netos, as travessuras, elogia-se a elegância e tiram-se parecenças. Os putos ficam livres para correr no pátio.

Uma tia de afinidade faz as honras da casa. Tem um dom maravilhoso: qualquer assunto torna-se infindável em palavras. Relatou uma viagem completa de Toronto ao Porto: os lugares que prefere, a entrada no Atlântico, o tamanho do avião, o número de cadeiras, as voltas ao Porto à espera de vaga para aterrar, os barcos e o tamanho das casas vistas lá do alto.

Termina tudo -após debicar uns pedaços de frango, uns copitos, etc- com convites mútuos e desejos de voltar para o ano.  Notei a falta, pelo 2º ano, de uma tia bonacheirona que entretanto já partiu quando a vida lhe dava folga para cuidar dos netos.

Tudo bem quando tudo se repete!

abril 04, 2010

Domingo de Páscoa

Recordo-me de pequenito me levarem à Missa de Páscoa. Sapatinho de verniz e meia branca, pela mão da minha avó, caminhava quase 2km para a velha mas acolhedora igreja com chão de tábua corrida e uns balcões laterais de madeira.

A Missa da Ressurreição tinha um atractivo interessante: dos balcões soltavam-se cortinas e eram libertadas pombas que tontas esvoaçavam em todas as direcções até encontrarem a porta de saída. O Padre era o mesmo que na visita pascal recolhia nas casas ricas umas amêndoas e rebuçados e entregava na casa da minha avó: era a única doçura que a minha mãe e irmãos provavam nesses tempos. Pouca coisa mas um gesto que ela não esquece.

abril 01, 2010

Síndone de Turim

Apareceu algures em França no Séc XIV mas apenas tive consciência da sua existência numa visita à Catedral de Turim: trata-se da Síndone de Turim. É um enorme pano de linho de muito elevada qualidade que envolveu um homem severamente maltratado e crucificado. Não está exposto na Catedral mas têm várias fotografias interessantes em exposição. Não é uma pintura ao contrário vários outros pois não tem qualquer sinal de pincel.

O pano apresenta marcado o vulto de um homem com mais de 1.70 que terá sido estendido de costas sobre ele. Foi dobrado de seguida para lhe cobrir a parte frontal.

Estudado com muito cuidado sob vários aspectos revela dados interessantes. O vulto impresso mostra que o corpo:
- Foi barbaramente chicoteado várias vezes por um instrumento temível: o flagelum;
- Foi vestido e transportou um lenho às costas (não a cruz completa como se representa habitualmente) que lhe deixou marcas no ombro esquerdo. Não foi chicoteado no caminho como eram outros condenados;
- Os joelhos tinham sinais de terra devendo ter caído várias vezes;
- Tem marcas de perfuração circular do couro cabeludo bem contáveis;
- Escorreu sangue dos pulsos em várias direcções denotando que se debateu na cruz mudando de posição antes de morrer ;
- Tem uma ferida no peito de onde jorrou líquido que já não era sangue, uma tumefacção de um lado do rosto e o nariz partido;
- Foi sepultado à pressa não tendo sido o corpo lavado mas aspergido com perfumes e outras substâncias que ajudaram a imprimir a imagem no linho se o corpo estivesse em contacto com este cerca de 48horas mas não mais;
- Tinha sangue do tipo AB;
- Soltou-se do linho de uma forma inexplicável e o linho indicia exposição a uma luz muito intensa durante pouco tempo.

A síndone tinha esporos de plantas apenas existentes nas cercanias do Mar Morto assim como outros vestígios que provam ter estado nessa zona. Foi vítima de um incêndio também na Idade Média.

Datado pelo método do Carbono 14 indicou ser da Idade Média. Vários cientistas vieram a terreiro dizer que o incêndio impregnou o fino tecido com carbono o que poderá ter falseado os resultados da datação.

Poderá ser o pano de linho comprado por José de Arimateia, um homem rico, que envolveu Jesus sepultado rapidamente pois aproximava-se o Sábado.