Prende-se o que roubou e mete-se em livramento. … O preso , tanto que se livrou da pena do crime fica muito contente, o rei cuida que satisfez à obrigação da justiça, e ainda se não tem feito nada, porque ambos ficam obrigados à inteira restituição dos mesmos roubos. O rei … faça as restituições por si mesmo pois eles não fazem nem hão-de fazer.
O tempo é muito lento para os que esperam; Muito rápido para os que tem medo; Muito longo para os que lamentam; Muito curto para os que festejam; Mas, para os que amam, o tempo é eterno. Shakespeare
novembro 05, 2009
A obrigação de quem roubou e de quem administra a justiça
Prende-se o que roubou e mete-se em livramento. … O preso , tanto que se livrou da pena do crime fica muito contente, o rei cuida que satisfez à obrigação da justiça, e ainda se não tem feito nada, porque ambos ficam obrigados à inteira restituição dos mesmos roubos. O rei … faça as restituições por si mesmo pois eles não fazem nem hão-de fazer.
novembro 04, 2009
Que fazer a quem rouba? E a quem não actua ou actua mal?
Uma vez que é ladrão conhecido, não só há-de ser suspenso ou privado do ofício ad-tempus senão para sempre e para nunca jamais entrar ou poder entrar… o uso ou abuso destas restituições, ainda que parece piedade, é manifesta injustiça. … em vez de o ladrão restituir o que roubou no ofício restitui-se o ladrão ao ofício para que roube ainda mais. Não são essas as restituições pelas quais se perdoa o pecado, senão aquelas por que se condenam os restituídos, e também quem os restitui. Perca-se embora um homem embora já perdido, e não se percam os muitos que se podem perder, e perdem na confiança de semelhantes exemplos.
novembro 02, 2009
Corrupção e o Padre António Vieira
Segundo o Padre parece que não:
“Por mar padecem os moradores das Conquistas a pirataria dos corsários estrangeiros, que é contingente; na terra suportam a dos naturais que é certa e infalível …. O pirata do mar não rouba aos da sua república; os de terra roubam os vassalos do mesmo Rei em cujas mãos juraram homenagem. Do corsário do mar posso-me defender, aos da terra não posso resistir; do corsário do mar posso fugir, dos da terra não me posso defender…..o corsário do mar depende dos ventos, os de terra sempre têm por si a monção; enfim o corsário do mar pode o que pode; os de terra podem o que querem”
Que se faz com os que roubam e quais as consequências? O Padre também tem resposta (fica para a próxima)