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julho 15, 2013

O Contrato

Este é o contrato mais celebrado pela humanidade: uma relação de igualdade, entreajuda e amor sem condições nem pagamentos. É ainda o berço de uma nova geração. Os contratantes são convidados a exprimir publicamente a sua livre adesão numa acto de reciprocidade talvez único e sempre depois de pensar "bem no acto que vai realizar". O número de horas de trabalho, as funções, os deveres e as obrigações de cada um não estão escrituradas: são apenas subentendidas por uma relação de confiança mútua.

Este belíssimo quadro foi retirado de uma conservatória de Bristol para não ofender os emparelhamentos estéreis. (do Blog da Família)

O casamento entre um homem e uma mulher é uma celebração da transcendentalidade do Homem


janeiro 13, 2013

Manifestação em França

A manifestação em França contra o amancebamento oficial de duas pessoas do mesmo sexo, conferindo-lhe o nome de matrimónio, é animadora. Se estes "casais" pretendem reconhecimento social consigam-no por mérito próprio: não usando nem sujando uma instituição que envolve uma união entre um homem e uma mulher.

Não usem as crianças, que eles rechaçam conceber de livre vontade, como arma de arremesso das suas guerras sujas. Uma família com um pai e mãe é insubstituível: não abastardem o ambiente onde uma criança deve crescer.

outubro 29, 2012

Pão ... por Deus

  • Uma criança de 5 anos à mercê de pais que não pagam as suas mensalidades na Escola.
  • Uma mãe sobe uma escadas com dois filhos pequeninos pela mão. Vítima de violência doméstica e na pobreza busca uma ração para ela e para os filhos.
  • Umas mulheres vendem o corpo à beira da Rua para sustentarem os filhos jogando roleta russa com a SIDA, doenças venéreas e tarados.
Esta é a história de uma decadência moral que Maio de 68 trouxe à sociedade e a Revolução dos Cravos instalou em Portugal. A libertação, a emancipação, o divórcio na hora, a educação sexual e outras histórias de encantar levou a que as princesas inacessíveis, pelas quais valia a pena lutar e encantar, desaparecessem numa carruagem mágica.

Elas não teriam tanta liberdade quanto eles, mas elas escolhiam o seu príncipe e distinguiam o príncipe vilão do príncipe que estendia galhardamente a mão. Eles valorizavam e mimavam a sua princesa depois de a levar ao altar: sabiam que era única. Descobriam-se e partilhavam tudo. Partilhavam o amor e a prole valorizando-se mutuamente.

Agora elas entregam-se no meio de uma bebedeira, de uma "ganza" e de um passeio de automóvel. Eles apreciam, fazem o mesmo mas não se comprometem. Para quê avançar para algo sério se tudo é a brincar, não há nada a descobrir e a construir? O resultado é o desinteresse do macho pela prole e pela mulher, a pobreza da mulher e dos filhos, os filhos que não vão à escola e não conseguem aproveitamento, a queda na droga facilitada e a criminalidade nas novas gerações acentuada .. um futuro negro. E tudo isto a troca de quê?

Há culpados!


janeiro 09, 2012

Divórcio: uma cavalgada sem meta

O divórcio é uma tragédia: empobrece os que se separam, empobrece as crianças e retira-lhes segurança e auto-confiança. Muitas vezes os pequenitos são expostos à violência, ou pelo menos a um amor incompleto, dentro de novas uniões. Por mais exemplos de boa tolerância à separação dos pais, que a comunicação social divulga, é óbvio que o acontecimento é traumático. Uma criança habituada a ver dois rostos desde que abriu os olhos, a ouvir duas vozes e a ser amparada por quatro mãos, não pode assistir sem sofrimento ao desmoronar do ambiente que a acolheu. Na retaguarda da indisciplina nas escolas, na dificuldade da aprendizagem e na irreverência excessiva está uma pequena vingança encapotada.

É quase chocante a leviandade com que hoje em dia se embarca num casamento que termina alguns meses depois. Acreditam realmente que estão a assumir um compromisso sério e estão dispostos a lutar por ele renunciando às inúmeras oportunidade de o trair ou pretendem apenas uma festa para preencher o curriculum de vivências?

O namoro -uma etapa de escrutínio cuidado do outro onde os pequenos factos soltos, os pequenos acontecimentos de cada dia, as palavras e as atitudes a uma miríade de situações banais são pistas que indicam a possibilidade de uma vida em comum sem sobressaltos- está agora curto-circuitado e substituído pelos prazeres imediatos e pelos confortos do não compromisso.

O pular frequentemente de relação em relação, o facto do se conhecerem muito bem (no sentido bíblico do termo) e, em muitos casos, terem vivido juntos não contribui afinal para uniões mais estáveis: antes pelo contrário.

A margem para se ajustarem a um projecto comum já é mínima e está esgotada, a descoberta mútua morreu por nunca ter verdadeiramente existido, a capacidade de oferecer algo exclusivo e inovador não existe: a linha entre o matrimónio e não matrimónio está esborratada. Segue-se a execução alegre, à mínima dificuldade, das leviandades que incessantemente são bombardeadas das novelas e do cinema para a vida real ou da vida real das celebridades para as revistas.

Chocou-me o caso de um amigo confrontando a esposa com uma infidelidade inegável. Ela não explicou, não justificou e não mostrou comoção. Apenas perguntou com um sorriso nos lábios:
- Como descobriste?


Assim está o panorama do divórcio em Portugal. É chique ser divorciado.
Lembro o Jô Soares num sketch em que era Padre e não queria casar:
-"Para evitar o casa descasa, eu não caso"

julho 05, 2011

Mónaco

Visitei uma vez e até tive que pagar para entrar nas salas de jogo do casino. Vi pela primeira vez notas de 500 Euros que saiam do bolso como as chaves do carrito. Cá fora um autêntico desfile de Ferraris, Lamborghinis, Rolls Royce, Maserattis, Jaguares, Porshes ... uma maravilha. Os croupier (ou seja lá o que for) eram uns artistas: mexiam as fichas com arte e guardavam generosas gorjetas de 10 Euros. Os meus colegas perderam 50 Euros em 15 minutos e eu nada: não apostei.

O casamento esteve bonito e, embora não dê um passo para assistir a tanta vaidade, calhou ver uns pedaços. Os convidados: glamorosos. As Senhoras tinham chapéus bonitos: uns pequenos, outros grandes como sombrero mexicano, outros assim-assim. Todas, excepto uma, usavam o chapéu inclinado para o lado direito julgo que devido à direcção do Sol ou por não suportarem ver a cara dos maridos. O nosso Rei esteve muito querido e a esposa Dona Isabel lindíssima  (merecia uns sapatos de salto muito alto): os meninos ficaram em casa pois o "Mamã, quero fazer chichi depressa, depressa", não fica bem.

A já esposa ainda largou umas lágrimas ao depositar o ramo na Santa Devota. O Príncipe disse qualquer coisa que aqui a minha patroa, pelos lábios apenas, interpretou como "Ne pleure pas" (ela é muito boa a escrutinar estes segredos e outros).

Parabéns aos noivos e uma recomendação ao noivo-marido: "Porta-te com juízo: fizeste uma promessa que é para cumprir".

A reportagem de um canal de TV .... enfim. A Judite de Sousa saltou da pancadaria e do abandalhamento grego para o glamour monegasco, com o mesmo espírito de missão esforçada ao serviço público. O Manuel Luís Goucha simplesmente deplorável: tiradas absolutamente idiotas, inconvenientes e de uma bacoquice brejeira que até a bordo de um navio de piratas é condenável. Ele achava imensa graça, eu nenhuma e o acompanhante estava incomodado. Shame on you Goucha!

setembro 14, 2010

Ai o Casamento: essa instituição burguesa

César Vidal, na seu programa "Es La Noche de César", abordou a violência doméstica e apresentou dados estatísticos de Espanha.

Interessante é o seguinte facto: a violência doméstica é 8 vezes menos frequente dentro do casamento ("os papéis" afinal fazem muita diferença).

Mas o futuro está assegurado: As agressões sofridas pelas mães à mão das próprias filhas quase iguala os números da violência entre casais.