fevereiro 21, 2013

Alguma poeira

D. Carlos Azevedo, até agora um possível candidato a Cardeal Patriarca, vê a sua nomeação perigar pelos rumores que revistas aproveitam para lançar em altura decerto conveniente para alguns. A Revista que lança essas suspeitas ataca sempre pelo Natal e pela Páscoa com artigos panfletários depreciativos sobre a Igreja e sobre Cristo que são ou especulativos ou falsos. Sabemos portanto o que pretende ou pelo menos o que a motiva.

Não sei se D. Carlos Azevedo é inocente ou não: espero que sim. Mas não deixo de estranhar as diligências que a TVI, num breve intervalo das enjoativas comemorações dos 20 anos, fez numa incursão ao Clero: visitou um "Padre" que acha que a homossexualidade não é um pecado, outro padre com uma tese sobre a "humanização da morte" e ainda o lamentável Bispo das Forças Armadas que vem com "o diz que diz".

O primeiro padre não deve ter lido a Bíblia, o segundo devia explicar o que é "humanizar a morte" quando o papel da Igreja é humanizar a vida e o Bispo das Forças Armadas devia esclarecer se a fofoquice de caserna é uma "bem aventurança" no seu catecismo castrense.

1 comentário:

I. B. disse...

O tipo de acusações feitas a este clérigo é das coisas mais graves e sérias que podem existir. Muitas pessoas que foram alvo de acusações deste tipo tiveram a vida destruída, e no fim verificou-se que era tudo falso.

Não têm os cidadãos o direito à presunção de inocência? Tem cabimento desenterrar-se um boato, um caso nunca apurado, velho de décadas, que (ó surpresa!...), serve às mil maravilhas para jogadas politiqueiras muito oportunas?

Espero que quem lançou irresponsavelmente este caso (ou não-caso) para os noticiários, não venha nunca a passar por semelhante linchamento de carácter.

IB