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setembro 21, 2012

A Democracia sob Sequestro

A Democracia é um sistema político em que se é eleito para governar, as promessas quebram-se (quando não se quebra é muito mau sinal quase sempre), e no fim da governação vai-se a eleições.

Contudo quando o governo é menos à esquerda é o que temos visto. Uma completa subversão da democracia:

  • São comissões de utentes a azucrinar os utentes;
  • São manifestações em tudo quanto é sítio por tudo e por nada;
  • São "indignações" a cada momento;
  • São "desabafos";
  • São povos unidos e grandolas a cada canto com apitos a acompanhar;
  • São "bater"es com a porta;
  • São assediadores de secretários de Estado e Ministros insultados a cada saída;
  • São assediadores ao PM e família mesmo em férias;
  • São "trabalhadores" em defesa de RTPs, serviços públicos, etc;
  • São premiados que sempre "defenderam o trabalhador" (tirada original) e recusam qualquer coisa;
  • São vigílias de trogloditas (sem filhos para ajudar, sem jantar para fazer e com carro ou transporte para voltar à noite) 
  • São "dezenas de pessoas" à espera de ...;
são um rebanho de acéfalos e estupidificados, sempre procurados pelas TVs mesmo que seja apenas meia dúzia de gatos pingados com slogans estafados e uma cantilena de cassete, que não merecem a Democracia.

É cortar mas:

  • Isto não que retira o direito ao transporte público;
  • A RTP não pois tem uma relação de afectividade com o povinho;
  • Aqui não que é uma referência Nacional;
  • Ali não porque é a Educação;
  • Esta Fundação não: presta muitos serviços à Nação
  • Na cultura não: um povo sem cultura não é nada
  • Autarquias não pois a populaça está habituada
  • Reformados? Isso não!
A informação -Rádios, TVs, Jornais- é o que se vê: bruta, inculta, epidérmica e sectária. Atira-se igualmente, em espírito de matilha canzoada, com a populaça.
  • Aparece onde estão reunidos dois ou três;
  • Encontra sempre unanimidade de opiniões; 
  • Entrevista especialistas do contra;
  • Procura o tipo que perseguia mas que agora diz o que eles gostam;
  • Encontra efeitos laterais a 360º: mais criminalidade, mais falências, mais aspirinas consumidas, mais antidepressivos, mais cheirinho a chichi na esquina;
  • Tenta encontrar "recuos" e "crises";
  • São politólogos a aparecer como os caracóis à noite;
  • São analistas políticos a cada canto;
  • São "debates"  cada um mais inútil que o anterior;
  • São comentadores da treta;
  • É um chinfrineira da abertura ao fim do Telejornal;
  • São especialistas em TSU, incógnitos até ao momento, a debitar os mesmos resultados que lhes convêm de modelos que no dia anterior não existiam.
É uma Democracia do faz de conta: Não se debate; Não se procuram as causas; Não se fazem as contas; Não se discutem as alternativas. É uma superficialidade de lés-a-lés e a comunicação social, cujo dever é informar e ser imparcial, é simplesmente abjecta.

São corridas infantis ao protagonismo de uma imensa Casa dos Segredos que é Portugal.

Estou cansado! Que saudades da Ordem, do Respeito, da Justiça, da Segurança na Rua, da ética .... de antanho. Que tragédia nos trouxeram.

outubro 18, 2011

Faltou..

... um escrutínio tão detalhado às receitas e despesas do Estado quanto aquele que agora é feito aos impostos que vamos pagar pelos delírios despesistas dos últimos anos.
Se o referido escrutínio tivesse sido feito atempadamente teríamos mais vida além desta que nos está reservada.

Já estou a combater a crise:
- Um Tupperware
- 3 bolos de bacalhau (de ontem)
- Um esparguete (de anteontem)
- Um chá de cidreira (para acalmar)
Foi o almoço de hoje e até me soube bem. 

outubro 17, 2011

Parecem os mesmos

Não sei .... mas aqueles rostos que vejo a reagir, ou que os conduzem a reagir, a esta dolorosa aterragem à pista da realidade são vagamente familiares.

  • Há pessoas a desfilar com cartazes no ar: desemprego no bolso, ar estarrecido, incrédulas, tristes. Não eram as mesmas que foram arrebanhadas para festejar efusivamente a aprovação do aborto? O dinheiro dado à Clínica dos arcos não seria mais útil a matar a fome em vez de matar pessoas?
  • Há imensos indignados a protestar à frente da Assembleia da República em assembleias populares. Não eram os mesmos a festejar, no fundo das escadas da mesma, os emparelhamentos do mesmo sexo com beijos libidinosos?
Não perceberam como foram iludidas e manipuladas? Como lhe deram gato por lebre? Cuidem-se. Quem segura a trela é sempre o mesmo.

outubro 13, 2011

O que nos foi acontecendo



Só que também foram muitos os bárbaros.

outubro 04, 2011

Para lá da cortina de ferro

Passei para lá da cortina de ferro várias vezes. É sempre bom falar com colegas que viveram o comunismo nos países que eram o Sol do Mundo. Os que tenho encontrado não têm saudades.

A última vez encontrei um esloveno. Comparámos os salários médios. Não são muito diferentes. Perguntei-lhe quantos salários recebe por ano. Recebe 12 salários e ficou estupefacto quando lhe disse que recebemos 14 trabalhando 11 meses. Estamos a chegar a uma situação que já não há quem nos pague os direitos. As regalias desenvolveram muitos vícios e agora paga-se um preço elevado: os impostos esmagam todos, roubam a vontade de trabalhar, tiram dinheiro da economia. O que produzimos tem um custo elevado e não podemos ser competitivos.

Na Rússia, rica em petróleo, os comunistas rapidamente enviaram o seu dinheiro para contas na Suiça, mudaram de discurso e num ápice deixaram as regalias que tinham para se tornarem donos de ricas empresas: sobrevivem com a riqueza que lhe calhou debaixo dos pés. Os países bálticos e os subjugados pela soberania limitada de Brejnev tiveram que deitar mãos ao trabalho.

Nos países bálticos o estoicismo desenvolvido pela repressão soviética moldou o Povo. O exemplo pode servir para Portugal e muito provavelmente Espanha que no mês de Setembro conseguiu um aumento do número de desempregados nunca visto depois de 1996. Manuel Llamas lembra aqui o renascimento económico da Estónia, Letónia e Lituânia que é importante para exemplo de quem vive em estado de negação ano após ano.

julho 15, 2011

Saúde ou falta dela

Os Bancos com falta de saúde, as finanças públicas com falta de saúde, as empresas moribundas e claro a saúde da sociedade em estado deplorável.

março 15, 2011

Chegou o tempo

O país esboroa-se pouco a pouco: diante dos nossos olhos, dos nossos ouvidos e da nossa inteligência vemos o que nunca pensávamos poder ver, ouvimos o que nunca pensámos poder ser impunemente dito e os acontecimentos seguem-se uns aos outros com violência, paranóia e irracionalidade de mente insana. 

Mas talvez nem tudo seja necessariamente mau. Chegou o tempo de:

  • Acabar com telemóveis e PDAs caros com um tempo de semi-vida de um ano e poucos meses;
  • Deixar de trocar o laptop de dois em dois anos;
  • Fazer durar o carro por 12 ou mais anos;
  • Voltar à cantina e deixar o fast-food;
  • Fazer do restaurante um acontecimento para lembrar, mas apenas uma vez por mês ou menos;
  • Adiar plasmas e viagens;
  • Fazer durar os sapatos e as roupas;
  • Gerir o frigorífico, o interruptor e a torneira como em tempo de Guerra;



mas fundamentalmente

planear um futuro com decisões inteligentes que se baseiem  mais na estabilidade, valorização e aprofundamento de relações familiares sólidas que podem ser mais seguras e confiáveis que um emprego, uma reforma ou um subsídio.

outubro 02, 2010

Inquietação

Enquanto o país nos é apresentado como uma loja falida num centro comercial - bem tapada com um cenário idílico para esquecer o drama- apodera-se de muito português um tremendo desalento e medo do futuro.

Os que pretendem nascer são mortos, os que estão vivos são esfolados até à planta dos pés por um fisco insaciável e os que chegam a velhos vegetam em casas de morrer ou ficam abandonados num hospital.

A razão do desapontamento não é para menos:

- Os políticos estão completamente desacreditados: não mobilizam ninguém a não ser a clientela de serviço e mais alguns arregimentados por fanatismo político.

- O "sucesso" é agora visto mais como uma questão de sorte e de amizades convenientes do que do trabalho e esforço;

- A geração que sai das universidades mal sabe escrever e ainda menos fazer contas básicas sem calculadora;

- O Ensino Secundário é mau e o ensino profissional um absoluto desastre. Os alunos passam o tempo das aulas na conversa, os intervalos durante o dia nos centros comerciais a comer hamburgers e kebabs e a noite nos bares a beber cerveja e shots;

- A comunicação social perdeu a alma: encosta ao poder para não ter problemas e beneficiar do orçamento de Estado;

- A Justiça é de meter medo e não vale a pena recorrer a ela: só traz problemas, perda de tempo e frustrações.

- A criminalidade, agora quase silenciada na comunicação social, aumenta e ninguém anda seguro na rua ou ou na própria casa;

- Poupar é quase um crime: ter uma casa, um carro e uma conta bancária é meio caminho andado para ser estuprado pelo fisco;

- As pessoas andam sem rumo desorientadas por discursos e práticas que se contradizem. Refugiam-se em novelas, reality shows e revistas do coração desistindo de interpretar o que ocorre à sua volta e as respectivas consequências;

- As asneiras dos dirigentes e meliantes são lavadas por entrevistas na comunicação social, páginas inteiras de jornais e programas de televisão. A verdade fica escondida e as referências morais e éticas são tão vagas que quase não existem.

Mas pior que tudo isto: não se vê uma réstia de esperança.

Como diz o meu amigo da Galiza:
- Os nossos filhos vão ter que imigrar. Não temos futuro!

fevereiro 11, 2010

Mês de trabalho para a Nação

Paulo Portas desafiou Sócrates a baixar o respectivo salário e de muitos mais. O hemiciclo gelou e Sócrates até ofereceu o 13º Mês.

Se a ideia pega a sério ainda vamos ter um repetição do parolo cenário do "Dia de Trabalho para a Nação" só que agora levam-nos um mês inteiro.

abril 03, 2009

Soluções para a Crise

Anteontem eram pacotes.
Ontem injecções.
Hoje parecem tender a injecções de pacotes.

janeiro 08, 2009

A História repete-se?

Zapatero prometia pleno emprego e criou quase 900 000 "desempregos" o ano passado. Tudo somado dá 3 000 000 (3 milhões de "parados").

Sócrates prometeu criar 150 000 empregos mas vamos ter este ano exactamente o mesmo número de desempregados a adicionar aos já existentes.

Obama, santo milagreiro idolatrado da esquerda europeia, vai recorrer ao reverendo que acusa os brancos (os quais não morrem de SIDA!) de criar o vírus da SIDA para eliminar os negros. O prodigioso Reverendo vai ter que multiplicar os dólares e exorcizar depois a inflação. Obama promete diminuir os impostos e, mesmo assim com menos dinheiro, remodelar a América de cima abaixo com três milhões de novos empregos e várias demãos de tinta fresca.

janeiro 06, 2009

Redução de pensões em Espanha


O PSOE de Zapatero, um artista na arte do embuste, consegue namorar idilicamente com o PP de Rajoy. Rajoy, um inocente anjinho papudo, aprecia estes carinhos envenenados apesar de ser enganado quase sempre: “Encornado” para usar um termo da Lusofonia (desculpem lá).
O casalinho faz ainda lembrar alguns da nossa socialite que são frequentemente capa de revista: ora estão loucos de amor numa semana ora na seguinte já andam em públicas peixeiradas.

Que trama este casalinho deprimente? A redução das pensões dos Espanhóis em 30%!!! É uma grande obra!! Parabéns … O que não fazem os corações apaixonados.

Barbas de molho ....


Num Centro Comercial à hora de almoço

Adolescentes , talvez do 11º ano, sentados numa mesa próximo de mim a almoçarem.

- Vais às aulas à tarde?
- Não. E tu?
- Também não! E tu Joana vais?
- Vou!
- A todas?
- Não ... pensas! Vou faltar a Português.

dezembro 29, 2008

Criminalidade e crise


O Procurador Geral da República está preocupado com o facto da crise vir a aumentar a criminalidade violenta devido às carências provocadas por dificuldade económica.
Eu não estou de acordo que esta criminalidade se deva à crise económica. Infelizmente o que constatamos é que a criminalidade grave não é para obter alimentos nem dinheiro para os comprar. Trata-se na maioria dos casos para conseguir viver na ociosidade, sustentar os vícios (droga, tabaco, roupas e automóveis caros, etc) e dar azo a soltar a adrenalina e a bravata grupal. Este tipo de criminalidade resulta da decomposição da família iniciada após o 25 de Abril e é um preço que teremos que pagar por pelo menos mais uma geração (admitindo que se conseguia reverter este flagelo o que não é já possível). O Governo de António Guterres (admirei o homem abominei a sua governação) aumentou significativamente os apoios sociais e nem por isso a criminalidade violenta e grave diminuiu.
Temos três problemas a resolver
a) Ajudar, numa perspectiva de longo prazo, a manter coesas e fortes as famílias e a valorizar o seu trabalho e mérito (no emprego os adultos e na escola os jovens) . A família é a primeira plataforma de apoio nas dificuldades.
b) Ajudar as famílias com carências económicas básicas -estas não roubam, refugiam-se na vergonha, reduzem a comida, compram menos roupa, poupam no gás e no aquecimento, tiram o filho do infantário- algumas das quais terão cometido erros que teriam evitado as consequências mais funestas. Muitas lições podem ser retiradas e a comunicação social tem muito assunto para explorar em substituição dos episódios rocambolescos de qualquer triste actor da nossa praça.
c) Reprimir a grande criminalidade e perceber de facto as suas raízes mais profundas.

dezembro 23, 2008

Eu criei a (minha) crise?

- Pedi empréstimo para uma habitação maior que a necessitava?
- Disfarcei, no empréstimo, dinheiro para mobilar a casa toda?
- Estando aparentemente confortável arrisquei comprar mais uma casa a crédito, para férias, junto à praia ?
- Disfarcei ainda o suficiente para comprar um carro novo tendo um ainda em condições?
- Mudei de carro mais vezes que o necessário estando a pagar empréstimo?
- Fiz férias caras no estrangeiro durante este tempo?
- Ia tomar o pequeno almoço ao café quando podia fazê-lo em casa?
- Troquei amiúde de telemóvel ou PDA para andar na moda?
- Vesti-me com roupas caras de marca que não uso até ao fim de vida útil das mesmas?

Se a resposta for sim e se não for rico então ajudou a criar a crise e em especial a sua própria crise.

Se for rico então continue assim: ajuda a que a crise não seja tão profunda.

Se foi cauteloso e amealhou entretanto está na hora de comprar casa, agora bastante mais barata, e trocar de carro. Todos lhe agradecem.