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janeiro 09, 2013

O Circo Chavista

O Tribunal Supremo de Venezuela lambeu as mãos do dono. Não é preciso que o Presidente eleito (seguramente com fraude massiva) tome posse: o lugar já era dele e basta. Todas estas folclóricas e escabrosas cenas colocam a nu o que é comunismo: não o seu apego ao poder mas a posse total do poder que exercem para a eternidade qual rei absolutista. Chavez poderá governar ad-eternum em modo "zombie" sem dar palavra, sem mexer um dedo e sem assinar um decreto; todo o catecismo de culto da personalidade que até a levou Sra Kirchner a exibir um decreto de expropriação de uma petrolífera na tumba do marido.

Os tratamentos de Chavez, que se respeitasse a nação não teria concorrido, custaram à Venezuela 18 biliões nestes últimos dois anos: um hino à igualdade do regime chavista cujas elites não usam os hospitais públicos e, como vemos, recorrem a médicos estrangeiros para si mesmos.

A Constituição é papel molhado. Dia 10 de Janeiro era o dia limite para a tomada de posse. Não há a tomada de posse convocam-se eleições em 30 dias ficando a governar o Presidente do Parlamento: Diosdado Cabello, um militar e traficante.

Que valem  estes Tribunais para equilibrar os poderes? Nada. Rigorosamente nada.
  • O de Venezuela não era totalmente subserviente a Chavez. Os juízes não podiam ser apeados. Chavez contornou a situação ampliando o tribunal com os seus fiéis e ficou com a maioria. 
  • O do Equador não era totalmente subserviente a Evo Morales. Que fez Evo? Substitui-os a todos e chamou-lhe "reforma judicial".
  • A Constituição da Nicarágua impedia, preto no branco, mais um mandato ao estuprador de enteadas Rafael Ortega. O Tribunal disse que a lei não se aplicava ao caso dele e Rafael Ortega voltou a ser Presidente.
Que valem todos os mecanismos que impedem o absolutismo no Poder quando homens execráveis controlam o exército, iludem as massas ignorantes, tomam o poder e o mantêm com todos atropelos imagináveis?

novembro 19, 2010

IOL

Morales dice que no es democrático que el Papa solo sea cambiado cuando muere

junho 04, 2010

Justiça Indígena





Uma série de antropólogos, pesquisadores e outros turistas vivem em êxtase quando visitam as selvas da América Latina. Encontram verdadeiros oásis de paz e harmonia com a natureza. Espreitam com curiosidade mórbida como os indígenas esticam as beiças, furam o nariz com ossos, enfiam o pénis numas canas e seguram com um fio, esmagam umas osgas com os pés e as metem na boca ou como feiticeiro resolve todos os problemas de saúde encharcando os pulmões do doente com fumo e pulando à volta dele. Entram em êxtase quando aquela gente mete a mão num buraco e lambe as formigas que vieram agarradas ou descobrem as virtudes proteicas de umas larvas engolidas ainda a debater-se. Eles resolvem todos os problemas em comunidade e até os filhos, que rebolam na lama, são de todos e não há ciúmes.

Claro que um tão grande conjunto de virtudes tem que ser protegido: nada de escola, vacinas ou uma pitada de instrução. Há que criar territórios protegidos e deixá-los resolver os problemas como resolviam quando desceram das árvores. Esta ideia é muito interessante e ao abrigo dela, no Brasil de Lula, as crianças deficientes têm sido encerradas em buracos até morrerem de inanição que convenhamos é uma coisa progressista já usada no Hologrom.

Uma sociedade assim, indigenista e prenhe de qualidades, é mesmo o que vem a calhar pela esquerda progressista. Um conjunto de leis a “proteger as especificidades” e preservar a herança cultural é o que vem a calhar desde que a conveniente clientela activista apareça a liderar e que faça o serviço bem feito a bem da revolução. Para manter estes modelos e a pureza da ancestralidade em comunhão intrínseca com a “Pacha Mama” (Evo Morales), e a Terra “que não é de ninguém e talvez do vento” (Zapatero), nada como delegar a Justiça nas comunidades e esquecer os deveres do Estado na sua administração. A “Justiça” torna-se assim um instrumento ao serviço de um poder corrupto: serve para o perpetuar e fundamentalmente para o isentar de responsabilidades.

Em terras do indigenista Evo Morales, ele próprio um analfabeto com dificuldades em provar o seu próprio indigenismo e com um passado bem truculento, dois homens foram condenados à morte por uma trica sobre terras. Pedro Velasco e Victor Naranjo (20 e poucos anos cada um) foram regados com gasolina e queimados até o corpo ser consumido na presença impávida de dezenas de populares (crianças incluídas). Os responsáveis por esta barbaridade justificaram a acção com a Justiça indígena consagrada na Constituição.