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fevereiro 27, 2010

Ainda sobre a Morte de Zapata

A morte de Zapata ainda me assombra. Ouvi uma mãe revoltada pela dor: uma dor tão grande que disse o que lhe apetecia sem ódio e sem os travões do medo do regime. Serena e indignada falava do filho que lhe levaram "com apenas 42 anos" e do corpo que não lhe entregavam.

Quem era Zapata: apenas um trabalhador negro da construção civil e canalizador. Um homem humilde preso por fazer um jejum. Já tinha sido torturado e espancado brutalmente ao ponto de ter sido necessária uma intervenção cirúrgica à cabeça. Negaram-lhe água durante 18 dias o que o levou a uma falência renal. Internado de seguida num hospital sem competências para o tratar morreu antes de cumprir os mais de 30 anos de prisão que lhe restavam. Não matou, não roubou, não violou.

Enquanto o corpo arrefecia Lula da Silva convivia à gargalhada com os Castro e ainda acabou por culpar Zapata do seu fim comparando-o, sem ponta de vergonha e remorso, com ele próprio quando fez uma greve e fome mas em total liberdade. Shame on you Lula.

Tenho vergonha, asco, repulsa por esta União Europeia que deixa por meias palavras a condenação desta morte que depressa vai ser esquecida dando lugar a "aproximações", "ajudas", "diálogo" e hipocrisias sem resultados à vista. Tenho vergonha da maioria dos Jornalistas a quem este acontecimento passou ao lado. Calar os Direitos Humanos, adular a Tirania, aceitar que regimes se imponham pela morte de inocentes não só é mau como pode ser trágico: convida a este monstro Europeu sem coração cair na mesma tentação como vamos dando conta a cada dia que passa.

A Europa precisa de uma revolução espiritual de que fala o pintor Russo Iliá Glazunov nesta extraordinária entrevista por César Vidal em Libertad Digital.

fevereiro 24, 2010

Pobre Jornalismo da TVI

Passaram vezes sem conta um pequeno filme com as torturas de Guantanamo: um terrorista a dizer que tinha sido tratado muito bem pelos médicos a um problema de saúde.

Passaram o gesto de Aznar para um turba estudantil da Universidade de Oviedo que o insultava.

Um jornalista fala da visita do Presidente da República à Ribeira Brava. Dizem que quando ele chegou choveu mais intensamente e que deixou de chover logo que ele partiu.

Sobre a morte do dissidente cubano Orlando Zapata, uma nova vítima da quadrilha de Castro, nada dizem. Até quem acompanhou o funeral foi preso. Zapata foi várias vezes torturado.

Mete nojo este jornalismo estúpido: repulsa total.