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novembro 10, 2012

Boomerang: a extraordinária Rashid Dati

Nos tempos que correm de progresso civilizacional, moral e de valores que conduziu a mulher a uma notável igualdade acontecem coisas interessantes. O sexo tornou-se uma actividade prazenteira e, embora sempre cheio de protecções físicas ou químicas, por vezes  acontece a chatice da concepção. Este facto infelizmente relembra que certas partes do corpo não são só para jogar à roleta russa com as doenças e nada como o "aqui mando eu" para findar um aborrecimento disfarçando-o de "interrupção".

Apesar da "informação", da "educação sexual", das "consultas de planeamento" e dos "esclarecimentos" a tal saúde "reprodutiva" significa quase sempre o aborto gratuito e muito seguro à custa do contribuinte seguro. O homem, mesmo que envolvido emocionalmente, nada pode fazer: ele "não ali manda nada" apesar do seu património genético ser de 50%.  Não mandando nada o homem, e sendo apenas mais um numa série de "relações", as consequências são óbvias quando uma concepção segue o seu caminho: o alheamento e a total indiferença. Merecido?

Os argumentos são óbvios:
  • Era só uma bebedeira e um bocado bem passado;
  • Não pretendia nenhum filho;
  • Não sei se sou o pai nem pedi para ser pai;
  • Tinhas a pílula e não a usaste;
  • Se fizeste isso comigo fizeste com outros;
  • Disseste que não havia problema.
Por isso é patético o pedido que a ex-ministra da Justiça francesa faz à Justiça gaulesa  para obrigar um dos 8 homens com quem terá dormido a um teste de paternidade. Afinal que ganharia o feliz contemplado?   Ver o filho de vez em quando, uma carga mensal imposta sobre a sua carteira por um "aqui também mando eu" e um filho que não queria e que ninguém lhe pediu para gerar?

Há sempre o reverso da medalha.

abril 23, 2012

Astral, extraordinário, sublime

Bolsas descem a "digerir os mais de 19% de Le Pen" nas eleições francesas. Podia ser de Sarkozy, de Melanchon, de Hollande mas não. É de Le Pen segundo a TVI.

Onde se pode levantar o Certificado de Estupidez, de Indigente Intelectual, de lerdo, de maluquinho de Arroios, de deficiente mental que a TVI oferece grátis aos seus espectadores todos os dias?

setembro 04, 2010

Os indignados

Tenho assistido às habituais choradeiras e indignações das mais diversas pessoas, que se julgam possuidores de elevada "superioridade moral", sobre o repatriamento de romenos de França e mexicanos do Alabama ou mesmo sobre a dificuldade de integração de comunidades no Mercado de trabalho na Alemanha apresentado por um conselheiro do Bundesbank. O habitual estigma do "racismo, xenofobia, minorias" e outro vocabulário é logo usado em profusão por estes iluminados que convenientemente esquecem o desterro dos cidadãos cubanos para Espanha ou EUA apenas por dissidência política

Curiosamente as forças políticas mais indignadas são precisamente aquelas que nos países onde impuseram as suas ideologias não só não recebiam imigrantes como deram origem eles próprios a este fenómeno em dimensões nunca vistas.

Trabalhei já com romenos, cubanos, polacos, etc e tenho uma excelente opinião deles como provavelmente teria de mexicanos. Conheço bem a imigração infelizmente. A melhor forma de servir um emigrante é o país de acolhimento fazer cumprir as respectivas leis. A imigração ilegal é um veiculo para a infiltração de delinquentes que organizam bandos dedicados à extorsão, exploração e roubo de outros imigrantes; ao puro e simples banditismo (assaltos, assassínios, tráfico de droga, exploração sexual, escravatura, etc) e ainda terrorismo. Podemos recordar aliás um caso protagonizado pelo governo do gerontocrata Castro que colocou milhares de delinquentes nos EUA.

Ser tolerante com o fenómeno da imigração ilegal é um erro gravíssimo e ocultar ou ignorar as dificuldades de integração outro ainda. Ambos atentam contra a qualidade de vida do imigrante que trata da sua documentação de forma honesta e tenta novas oportunidades numa situação já difícil por vezes. Sei-o de experiência própria.