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fevereiro 16, 2012

O que faz falta ...

... é colocar os sindicalistas a trabalhar pois parece terem demasiado tempo para organizar descansos.

Esperanza Aguirre, presidente da comunidade de Madrid, vai fazer uma poda nos "liberados sindicais" para lhes dar a conhecer a verdadeira dimensão do trabalho: 3500 a 700 que é uma completa obra de progressismo e justiça social. A poupança: muitos milhões de euros.

Aqui responde ao inenarrável comissário de Madrid do PSOE.

dezembro 02, 2011

O Cabron del Negro

O último assalto sindical intitulado como "Greve Geral" desnuda a estratégia dos sindicatos: saquear o bolso de todos para entregar àqueles que têm um forte poder reivindicativo. Basta uma tropa de choque num cargo apropriado de uma empresa pública para parar toda a actividade laboral.

Fiquei impressionado com o forte poder económico dos sindicatos: carrinhas carregadas de propaganda foram despejando pelas cidades um enorme conjunto de bandeirolas que ainda estão penduradas pelos postes: a intempérie e a velhice causará a sua queda. Carros passeavam despejando propaganda sonora. Cartazes nos viadutos, pontes e outros pontos críticos também não faltaram.

Entrevistas aos grevistas mostravam a preocupação que os assaltava: "perda de subsídios" e "corte nas horas extraordinárias". Hoje há subsídio para tudo: até para se ser pontual no posto de trabalho. Piquetes agressivos não conseguiam perceber que poderia haver pessoas que queriam trabalhar: impediam a circulação e ameaçavam.  Algures uns reformados impediam um comboio de sair da estação. Um desígnio totalitário sem dúvida.   

Houve tempos em que a luta dos sindicatos era justa: más condições de higiene, deficientes condições de segurança, excesso de horas de trabalho, etc. Conseguidos esses justos direitos os sindicatos tornaram-se apenas grupos de pressão para esventrar as galinhas de ovos de ouro alimentadas com ração alheia. Urge reformar o sindicalismo pois foi assaltado por forças anti-democráticas e inimigas do trabalho e da liberdade. Esquecendo que as conquistas sindicais foram conseguidas todas a Oeste, e não a Leste, os sindicatos actuais transportam sementes de contradição: lutam contra quem lhes permitiu no passado liberdade e progresso para obterem um justo sucesso.

Além disso cheira tudo a velho: Símbolos? Velhos! Discurso? Velhos! Slogans? Velhos! Conceitos de Empresa? Velhos. Dirigentes? Vetustos! Se os políticos estão pela hora da amargura pela reputação, os sindicalistas não estão melhores.

Ainda não os vi a convidar desempregados a ir trabalhar, a pedir regras mais flexíveis para a concessão e utilização do subsídio de desemprego (ir trabalhar não vale a pena: perde-se dinheiro e pode-se perder o subsídio durante seis meses)  e a prescindir de regalias que usufruem pelo facto de serem sindicalistas.

Enquanto uns se manifestavam de papo cheio outros iam trabalhar e não compreendiam. "Tengo un niño en casa que no puede trabajar e una mujer que no quiere" justificava-se um divertido artista de rua na Praça del Sol que fazia truques com cartas e aros. Dizia-se cubano e intitulava-se "cabron del Negro" que são afinal todos os que aturam estes grevistas.

novembro 24, 2010

Da Greve Geral à Ilegalidade

Foi com espanto que vi numa cimeira sindicalista Cândido Mendez  das CCOO ao lado do professoral Carvalho da Silva. Vai-se ao site da CGTP e ao site do PCP e a linguagem é igual: punhos cerrados, luta, mobilização, especuladores, ataques, etc. Estas centrais sindicais são as rémulas da Internacional Comunista. As CCOO são cúmplices no lançamento de 4 milhões de espanhóis no desemprego sem um esboço de protesto. Como pode um sindicalismo ancorado numa ideologia defender o trabalhador? Acaso os interesses do trabalhador coincidem com uma ideologia que cria milhões de pobres?

Depois sorvem dinheiros públicos como esponjas e despedem eles próprios pessoal. A comunidade de Madrid vai corajosamente acabar com grande parte deste sindicalismo profissional de um exército de ociosos e poupará 70 milhões de euros por ano (70 Milhões por ano!!) .

Quem perde o emprego com 45 anos não encontra nada, metade dos que saem licenciados nada encontra e os restantes é a recibo verde para sempre ou umas horas a 3.5Euros/hora. O emprego está reservado a quem o tem: quem o perde está tramado. Entretanto os privilegiados trabalhadores da Auto-Europa (com aumentos de quase 4%) param igualmente a fábrica de Palmela. Que pretendem estes vândalos? Solidariedade? Com quem? Com os médicos cubanos escravizados em Portugal e Venezuela?

Querem convencer-nos que uma economia com um patrão único, com um sindicalismo amestrado pelo patrão único, com a polícia a mando do patrão único, com a justiça a fazer a vontade do patrão único conseguirão melhores condições de trabalho do que se puderem optar entre vários empregadores e empregos, que terão mais liberdade para reivindicar e que terão mais justiça?

A greve geral é um direito que não compagina com o regime democrático. Acredito em sectores descontentes que poderão ter razões para fazer greve e para protestar sectorialmente mas nunca em consonância geral. 

Que pretende a Greve Geral? Condicionar um Governo? O Governo foi eleito para 4 anos e ao fim de 4 anos é julgado de novo: é para isso que o voto serve. Outros mecanismos estão constitucionalmente previstos para mudar de Governo. Uma Greve Geral é um golpismo encapotado. Sobretudo acho a greve geral ainda um egoísmo e uma provocação a quem não tem emprego.

O sindicatos que vimos são estruturas anacrónicas, velhas, esclerosadas e ancoradas em sofismas com quase 150 anos: perderam-se no tempo e no espaço. São alienígenas no mundo do trabalho. Era tempo de protestarem contra eles próprios e contra os previlégios de que usufruem.

Sindicatos? Sim, mas independentes! Honestos e generosos lutando com quem for necessário pelo justo e razoável sem objectivos que não sejam o progresso económico e a criação de empregos, empresas, empregadores e trabalhadores saudáveis financeiramente. 

maio 01, 2009

Sindicalismo Criminoso

Estes desenvergonhados sindicalistas da UGT/CCOO de Espanha desfilaram sem um único protesto contra o governo de Zapatero.

Vivendo uma situação verdadeiramente calamitosa, fruto de incompetência criminosa do PSOE, 4.5 milhões de desempregados deverão realmente apoiar este bando que vive à custa de quem trabalha. Fenomenais subvenções socialistas, roubadas a quem necessita desesperadamente de pão para a boca, compram consciências e dão carta branca a quem mergulha alegremente a Espanha num beco sem saída. O desfile do 1º de Maio é assim um beijo de Judas dos que têm emprego nos que o perderam e que ficam condenados à pobreza.

Que podemos esperar dos herdeiros republicanos que entregaram os seus compatriotas aos pelotões de torturadores da NKVD e grande parte do ouro do seu país a Estaline?

O sindicalismo ideológico é e sempre foi um Cavalo de Tróia para introduzir a pobreza, sofrimento e repressão dos povos.

abril 23, 2009

Desemprego em alta


"Há que dramatizar" dizia um com os microfones ainda ao alcance. "A economia está estancada" confidenciava outro. Em Espanha 7000 desempregos por dia (o "paro" poderá alcançar os 30% de 2010) e em Portugal mais de 2000 em Março.

Sindicatos ... caladinhos ou a pedirem mais regalias para quem tem emprego mostrando um total desprezo por quem não o têm!!

Imagem picada daqui.

abril 09, 2009

Incontinências ...

.... que não se tratam com fraldas.

Ontem um sindicalista questionava-se se um empresário –ou patrão na linguagem habitual deles- devia receber subsídio de desemprego. Na terminologia de algum sindicalismo patrão e empresário significam mais um “explorador” que “trabalhador”. Um empresário explora ou seja não trabalha ou trabalha para explorar. Assim sendo merece ser castigado. Um empresário que investe o seu tempo, o seu dinheiro e as suas ideias criando emprego e pagando “forte e feio” IRS, IVA, Segurança Social, taxas, subsídios de alimentação, etc é presumidamente um trafulha.

Assim se a empresa não for feliz (apenas 1 em cada 10 sobrevive a um ano e 1 em cada 100 sobrevive 10 anos) o empresário deverá provar que não foi “por culpa dele” que está desempregado. Um trabalhador então nunca cai no desemprego por sua culpa mas o empresário é sempre culpado. O empresário então não tem família nem precisa de sobreviver para conseguir uma nova oportunidade e beneficiar um pouco das receitas que gerou para o Estado: ele é um cidadão de segunda.

Era tempo deste sindicalismo persecutório, de ódios irracionais e ideológicos, se deixar de preconceitos e aprender com o evidente empobrecimento, fome e total estagnação que os seus modelos económicos causaram e causam em muitos países. Bastar-lhes-ia olhar para os imigrantes que temos entre nós.

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Um médico veio lamentar o aparecimento de doentes vindos do privado (esgotados os plafonds do seguro de saúde) que “desaguam” (atente-se ao termo) no SNS para continuação de tratamentos. Sei que estes doentes são mal recebidos mas não entendo qual a razão. Por falta de confiança no SNS –morosidade principalmente- há cidadãos que fazem seguros de saúde à custa do seu rendimento familiar e muitos com sacrifícios já que os abatimentos no IRS são pouco significativos. Enquanto não aparecem estão aliviar o SNS e quando aparecem merecem ser tratados como qualquer cidadão pois continuaram a pagar os mesmos impostos. Já não posso estar de acordo com o facto dos gestores hospitalares públicos tenham invariavelmente viaturas topo de gama atribuídas.

março 22, 2009

A pobreza do Sindicalismo Português

Temos dois sindicatos:
A CGTP é a voz do PCP e a sua correia de transmissão. Sabemos que quem mais sofre nos países onde as políticas do PCP são aplicadas são precisamente os trabalhadores: não ganham para comer, não têm liberdade sindical, não têm habitação digna, são reprimidos e passam fome. Os imigrantes romenos, ucranianos, russos etc no nosso país, já de si pobre, são a prova viva da falência económica destes modelos. Há uma estagnação social de décadas em muitos deles. As pessoas nem conseguem vistos para viajar.
A UGT está enfeudada com o PS e, perante a calamitosa situação laboral que o país atravessa, não apresenta propostas úteis que a demarquem da governação e seja um interlocutor credível.