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janeiro 21, 2014

Sempre a confundir os telespectadores

Hoje a TVI deu a excelente notícia do exército colombiano ter despachado 14 FARCistas para s terras da suprema igualdade. Não poderia terminar sem dar um ar da sua gracinha.

".... negoceiam para acabar com uma guerra que dura há 50 anos"! Não é uma guerra querida! É um movimento terrorista que vive longe de um Estado com uma democracia bastante robusta. São criminosos marxistas que se alimentam do tráfico de droga, de crianças soldado e da escravatura nas plantações de Coca. É um bando armado comunista treinado e suportado ideologicamente por Cuba e seus parceiros que vive para causar terror.

julho 21, 2013

Detroit

Já sabia que Detroit estava falida e agora em ruína: um museu de indústrias deslocalizadas, casas abandonadas ou incendiadas e lojas de droga a cada esquina. Achei pouco usual não haver as habituais culpas ao capitalismo, ao Bush, ao lucro desenfreado, aos patrões e à América em geral.

Procurei e percebo agora o filme completo. Foram os seguintes factos:
- Sindicatos saquearam as empresas, nomeadamente a indústria automóvel, com salários muito acima da média das suas congéneres arrastando as empresas para a crise profunda e a falência;
- O emprego perdeu-se, as oportunidades foram-se e os mais decididos e capazes partiram para outras paragens agravando a crise;
- O flagelo da droga instalou-se e corrompeu o tecido social que mais agravou a fuga das pessoas à insegurança e criminalidade ;
- A cidade desde os anos 60 nunca mais elegeu um mayor republicano (é mais de 1/2 século de uma quase "ditadura" comparável à Andaluzia): foi um domínio absoluto dos "democratas";
- O discurso dos Mayores, quase todos corruptos e alguns ainda prestaram contas à Justiça, devem ter sucessivamente convencido os que ficaram com discursos de solidariedade social, ajudas, tolerância com a droga, tolerância com traficantes, desculpabilização dos consumidores  e o habitual palavreado que já conhecemos;
- Os impostos foram sucessivamente aumentados para salvar as políticas dos Mayores o que ainda mais afastou o investimento.

Nesta espiral, a culpa não é só dos políticos: é também de um povo eleitor que ouve discursos de facilitismo, legislatura após de legislatura, sem se questionar sobre a realizabilidade das promessas. Não antecipa o desastre nem desmonta os sofismas que o marxismo dissimulado lhes incute travestido no sindicalismo de esquerda que mata as galinhas de ovos de ouro.

Lentamente cai-se numa apatia, indiferença e modorra que acaba em catástrofe: não se estranha e a coisa entranha-se.

maio 08, 2011

Tele Merdia

Entre ver a TV e espreitar para dentro de um contentor público de lixo provavelmente optaria pelo segundo. Uma mola no nariz e aguentava-se com dignidade. O lixo não se mexe, não diz bacoradas, não explora o espectador e é absolutamente neutro (não toma partido).

Agora este dejecto a céu aberto, que além de tentar com as novelas não reproduzir a sociedade actual mas sim formatar a do futuro, dedica-se a lixiviados:

  • Acompanhar meia dúzia de parolos numa tribo de África onde são copiosamente cuspidos, gozados e maltratados no meio de uma malta de tanga que passeia descalça a rir-se deles mas com um ar sério.
  • Infernizar a vida de meia dúzia de obesos explorando publicamente os sentimentos destes, oferecendo imagens generosas de corpos generosos tentando fazer exercício físico e terminando este conjunto redentor de boas acções com a ida ao cadafalso da balança.
  • Ontem.. o pior. A SIC entrevistava uma personagem -não vi do início- que me parecia ser um daqueles da malta da luta. O dito vangloriava-se das drogas leves, dos charros em miúdo, do controlo que tinha sobre as drogas e o que estas lhe mostravam. Apontava como criminosos aqueles que faziam desaparecer temporariamente as drogas leves para induzir as drogas duras. Criminosos, segundo ele, era colocarem todas as drogas no mesmo saco. Elogiava a Califórnia por permitir o cultivo das drogas leves para consumo "medicinal" e como excelente ideia para angariar dinheiros de impostos. Não sabe este homem que as doenças mentais afectam numa percentagem esmagadora os que consumiram drogas leves na juventude.
Isto está de fugir.