O tempo é muito lento para os que esperam; Muito rápido para os que tem medo; Muito longo para os que lamentam; Muito curto para os que festejam; Mas, para os que amam, o tempo é eterno. Shakespeare
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novembro 24, 2017
agosto 31, 2017
Não se ponham a pau e vão de carrinho
Até há pouco tempo o problema era o desemprego, a emigração, a falta de trabalho, os baixos salários e, de repente, na auto-Europa o problema é o excesso de trabalho. A Auto-Europa, graças aos gestores de qualidade que tem, trouxe mais uma oportunidade para Portugal e os privilegiados trabalhadores respondem com uma greve.
A Auto-Europa fez greve pela primeira vez e foi patético ver alguns dos trabalhadores regozijarem-se com o "momento histórico", com a conquista de "as linhas de montagem" estarem paradas e outras manifestações de pura idiotice tais como a de um "afinador de portas". Trabalhar mais um dia durante algum tempo trazia todo o salário desse tempo de trabalho acrescido ainda de regalias que somadas eram mais que metade de um salário mínimo. As queixas habituais: a família, os filhos, etc coisa grave e insolúvel que, a ouvir a plebe indignada, se poderia resolver com mais umas compensações.
Os sindicalistas de serviço, manipulados desde a Soeiro Pereira Gomes sempre hábil em levar os ratos a qualquer silo de cereais, ainda criticaram os sindicalistas anteriores. Os silos da agricultura no Alentejo, da Indústria Química e da Siderurgia não resistiram mais que uns meses a estas investidas logo após o 25 de Abril. Muitos sindicatos não estão ao serviço dos trabalhadores: servem uma ideologia.
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| Seguir o Manual e o resto que se lixe |
Falam de barriga cheia mas uma lição pode ficar: vai ser mais difícil negociar o próximo modelo para Palmela e sabe-se lá que mais. Foi assim que Detroit passou da meca do automóvel a um inferno de decadência governada pelo partido democrata: abandono, pobreza, droga e criminalidade.
Aqui fica o aviso:
Casi la totalidad de la plantilla de Landaben secundó varias huelgas a finales de marzo y comienzos de abril, total o parcialmente, con las que se opuso a los planes de recortes de la casa matriz.
A comienzos de marzo, la dirección de la compañía decidió retirar su oferta para producir 10.000 nuevas unidades del Polo en la factoría pamplonesa "al no disponer nuestro centro de la estabilidad que hubiera supuesto la firma del convenio colectivo". En la actualidad, la planta navarra de Landaben y la eslovaca de Bratislava producen el modelo Polo.
Aqui fica o aviso:
Casi la totalidad de la plantilla de Landaben secundó varias huelgas a finales de marzo y comienzos de abril, total o parcialmente, con las que se opuso a los planes de recortes de la casa matriz.
A comienzos de marzo, la dirección de la compañía decidió retirar su oferta para producir 10.000 nuevas unidades del Polo en la factoría pamplonesa "al no disponer nuestro centro de la estabilidad que hubiera supuesto la firma del convenio colectivo". En la actualidad, la planta navarra de Landaben y la eslovaca de Bratislava producen el modelo Polo.
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outubro 24, 2013
julho 21, 2013
Detroit
Já sabia que Detroit estava falida e agora em ruína: um museu de indústrias deslocalizadas, casas abandonadas ou incendiadas e lojas de droga a cada esquina. Achei pouco usual não haver as habituais culpas ao capitalismo, ao Bush, ao lucro desenfreado, aos patrões e à América em geral.
Procurei e percebo agora o filme completo. Foram os seguintes factos:
- Sindicatos saquearam as empresas, nomeadamente a indústria automóvel, com salários muito acima da média das suas congéneres arrastando as empresas para a crise profunda e a falência;
- O emprego perdeu-se, as oportunidades foram-se e os mais decididos e capazes partiram para outras paragens agravando a crise;
- O flagelo da droga instalou-se e corrompeu o tecido social que mais agravou a fuga das pessoas à insegurança e criminalidade ;
- A cidade desde os anos 60 nunca mais elegeu um mayor republicano (é mais de 1/2 século de uma quase "ditadura" comparável à Andaluzia): foi um domínio absoluto dos "democratas";
- O discurso dos Mayores, quase todos corruptos e alguns ainda prestaram contas à Justiça, devem ter sucessivamente convencido os que ficaram com discursos de solidariedade social, ajudas, tolerância com a droga, tolerância com traficantes, desculpabilização dos consumidores e o habitual palavreado que já conhecemos;
- Os impostos foram sucessivamente aumentados para salvar as políticas dos Mayores o que ainda mais afastou o investimento.
Nesta espiral, a culpa não é só dos políticos: é também de um povo eleitor que ouve discursos de facilitismo, legislatura após de legislatura, sem se questionar sobre a realizabilidade das promessas. Não antecipa o desastre nem desmonta os sofismas que o marxismo dissimulado lhes incute travestido no sindicalismo de esquerda que mata as galinhas de ovos de ouro.
Lentamente cai-se numa apatia, indiferença e modorra que acaba em catástrofe: não se estranha e a coisa entranha-se.
Lentamente cai-se numa apatia, indiferença e modorra que acaba em catástrofe: não se estranha e a coisa entranha-se.
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janeiro 19, 2013
"Tenho o suficiente"
Não sendo economista não entendo o entusiasmo e o foguetório em que se torna a possibilidade de "regresso aos Mercados". Subitamente o regresso aos mercados tornou-se o Cabo Bojador da economia portuguesa após 2 anos e meio da mudança de governo. Pelo que percebi o regresso aos Mercado é para continuar a pedir emprestado de forma a poder pagar o enorme encargo da dívida e aumentá-la.
O português está a poupar: os índices de poupança aumentam apesar dos encargos serem cada vez maiores. Impostos, portagens, taxas moderadoras, etc deixam cada vez menos para poupar. Como poupa o Português: não compra carros, compra menos telemóveis, partilha o carro, faz vaquinhas, viaja menos, encurta as férias, troca para uma casa mais barata, prolonga a vida dos seus bens, vai menos ao restaurante, leva comida de casa, dispensou a mulher a dias, renegoceia o seguro do carro, elimina o supérfluo e pensa duas vezes antes de se descartar da família nos divórcios por impulso.
Os vendedores de carros, os restaurantes, as imobiliárias e as lojas de determinados artigos vão fechando. É pena pelo desemprego que originam mas são indicativos dos fluxos errados que o dinheiro seguiu nestes últimos 20 anos de novo riquismo que o socialismo financeiro, inaugurado nos EUA por Jimmy Carter, trouxe às sociedades. É contudo o sinal de um ajustamento necessário.
Adquirir casa com empréstimos generosos a 30 anos (com pacotes para mobiliário), carro a crédito em suaves prestações e todas as necessidades highlife a Cartão de Crédito deixou muita margem financeira que transformou os portugueses em gastadores impulsivos e não favoreceu a poupança. A reconversão está a ser feita: muitos já perceberam o engodo em que caíram e arrepiam caminho.
O governo tem que dar o exemplo: há muito decerto por onde cortar, poupar e racionalizar. Os sindicatos, se não quiserem morrer de descrédito que causa a seu cretino empenho em manter regalias de poucos cilindrando muitos, terão que colaborar. Foi com os sindicatos que a Finlândia, a Suécia na crise dos anos 90 e a Alemanha de Schroder conseguiram dar a volta a situações económicas muito complicadas. Disse-me uma alemão:
- Muitos tiveram que se agarrar ao trabalho pois o Estado Social diminui consideravelmente. Nem queríamos acreditar como um socialista tomou aquelas medidas. Resultou! Hoje vivemos muito melhor.
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novembro 24, 2011
Gira que gira
Bem agasalhados por um notável poderio económico, que lhes permite tanto instalar pendentes pelos postes de qualquer avenida como estender o corpinho numa espreguiçadeira em Hotel de luxo, os nossos sindicalistas partem para mais uma greve geral.
(Roubado daqui: http://clubedasrepublicasmortas.blogs.sapo.pt/1028056.html)
As ideias são tão vagas como o que lhes vai na cabeça: "a injustiça, a falta de políticas de crescimento, as perdas dos direitos, os ataques, o roubo do 13ª mês", etc. Não há uma ideia, um marco, uma referência! Uma correria entre o Rato e a Soeiro Pereira Gomes alternada com a Rua para mostrar "o descontentamento".
Manter o emprego de quem o tem, infernizar a vida de quem o tem mas deles precisa e fazer chacota de quem gostaria de ter o emprego que eles têm, parece ser um desígnio atrelado ao "descontentamento".
Como Diógenes vivem num tubo e não alcançam mais que o cenário que observam das pontas. Durante o dia carregam a lâmpada à procura de algo que não tencionam encontrar.
Amanhã trabalharei mais uma hora ou duas! Em protesto!
Álvaro: corta subsídios, privatiza, redimensiona. Acaba com este esbulho organizado!
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outubro 25, 2011
Neo-tontos e Neo-tolinhos
Avençado pela RTP a 500 Euros por cada sequência repetida de baboseiras memorizadas do Avante, colado a Supercola Três ou Araldite à cadeira da CGTP há quase tantos anos como "a longa noite", o professoral e doutorado Carvalho da Silva teve mais um momento televisivo. O dinossauro sindicalista marxista correu tudo a neo-liberal, neo-conservador e mais neos: falta o "guito" para continuar a garantir os direitos delirantes concebidos na mente carvalhista.
O Estado não tem que custear sindicatos que correm das sedes sindicais para as sedes de partidos e das sedes dos partidos para viagens ao passado de onde trazem estafadas mensagens populistas prenhes de morte, miséria e opressão.
É tempo de rever a despesa do Estado com os Sindicatos. É tempo dos sindicatos se financiarem com as quotas dos sindicalizados e é tempo de deixarem de viver à custa do contribuinte. A função dos sindicatos tem sido defender privilegiados que, graças à forte capacidade reivindicativa nos serviços que prestam aos restantes trabalhadores, conseguiram um lugar ao Sol com mordomias e garantias que ninguém tem e todos os outros lhe pagam. Um plenário suspendem os serviços, uma greve param tudo, um arrufo fecham umas horas....chega.
Chega de sangrarem quem trabalha fora das suas clientelas reivindicativas.
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fevereiro 16, 2011
Mais produção
... menos trabalho.
Os sindicatos marxistas continuam a sua saga de infernizar a vida do cidadão que precisa de usar os transportes públicos. Dia após dia estes bandos usam abusivamente a função social do transporte público e a sua posição dominante no sector para fazerem gato sapato dos restantes trabalhadores. Os direitos destes grevistas permitem-lhes não realizar os serviços mínimos, suspender todos os serviços que terminam após o início das suas convenientes horas de greve (escolhidas para não acordarem muito cedo) e ainda param quase exclusivamente às horas em que os transportes são mais necessários. O trabalhador de uma pequena empresa, de um pequeno escritório ou por conta própria só se pode sentir esmagado por estes bafejados meliantes.
Isto não é greve: é um sadismo troglodita. É um abuso descarado de uma situação laboral privilegiada, uma afronta a quem se levanta pela madrugada para ganhar o sustento dos seus e uma provocação aos mais de 620 000 desempregados.
Urge mudar a lei da greve: apenas serve para atropelar os direitos dos mais fracos.
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