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janeiro 02, 2013

Uma na ferradura outra na ferradura

O Presidente Cavaco Silva decidiu preocupar-se com o facto de pensões de 1300 Euros e subsídios de férias dos funcionários públicos (que ganham em média mais 20 a 30% e gozam de mais férias) serem alvo do fisco: remete o assunto para os especialistas em economia que é aquele "orgão" de caducados reunidos num conclave chamado TC. Deixou que os governos anteriores alimentassem o monstro e agora não quer limitar as consequências. Quando muitas famílias com filhos lutam com 800 Euros para alimentar várias bocas e pagar despesas fixas o Presidente resolve dar-lhes uma bofetada.

Aflição nas TVs: Hugo Chavez está mal. Ele sabia e já preparou o seu Mausoléu ao lado do Libertador seguindo o tradicional culto da personalidade dos ditadores comunistas. Na Coreia já estão em exposição os primeiros dois da colecção. Bem pior estão 200 000 cadáveres que a sua linguagem de ódio, o aumento do custo de vida, a sua tolerância com a corrupção na polícia e na política causaram por toda a Venezuela mas com ênfase em Caracas. Mais um pouquinho e serão tantos quantos os da Guerra Civil Espanhola.

A TVI chafurda nas manifestações agora com uma reportagem surrealista e torpe (estivadores, militares, polícias, maquinistas, petardos, etc e tal) acompanhado com música a condizer: quando não existem recordam as anteriores. Vivem disto: exaltar ânimos e escamotear os factos. Olha, olha ... agora culpam o Governo actual por falta de incentivos à natalidade: estão Hermanizados estes cretinos.

setembro 30, 2012

Eh, Eh, Eh ....

Alexandre Soares dos Santos demonizado vai para uns meses por todas as TVs, jornais, politólogos e bicho-careto pelo que tinha dito e feito, pelo que dizia e fazia, pelo que ia dizer e fazer-  é flagrantemente reabilitado agora pelas mesmas TVs e em directo à custa de um novo patinho feio: o António Borges.

Até o eterno cessante Anacleto saiu da cartola e tirou um coelho contra o economista. 

As TVs agora não perdoam e eu rebolo-me a rir.

Estão a chamar-nos ignorantes, não é?

maio 08, 2011

Tele Merdia

Entre ver a TV e espreitar para dentro de um contentor público de lixo provavelmente optaria pelo segundo. Uma mola no nariz e aguentava-se com dignidade. O lixo não se mexe, não diz bacoradas, não explora o espectador e é absolutamente neutro (não toma partido).

Agora este dejecto a céu aberto, que além de tentar com as novelas não reproduzir a sociedade actual mas sim formatar a do futuro, dedica-se a lixiviados:

  • Acompanhar meia dúzia de parolos numa tribo de África onde são copiosamente cuspidos, gozados e maltratados no meio de uma malta de tanga que passeia descalça a rir-se deles mas com um ar sério.
  • Infernizar a vida de meia dúzia de obesos explorando publicamente os sentimentos destes, oferecendo imagens generosas de corpos generosos tentando fazer exercício físico e terminando este conjunto redentor de boas acções com a ida ao cadafalso da balança.
  • Ontem.. o pior. A SIC entrevistava uma personagem -não vi do início- que me parecia ser um daqueles da malta da luta. O dito vangloriava-se das drogas leves, dos charros em miúdo, do controlo que tinha sobre as drogas e o que estas lhe mostravam. Apontava como criminosos aqueles que faziam desaparecer temporariamente as drogas leves para induzir as drogas duras. Criminosos, segundo ele, era colocarem todas as drogas no mesmo saco. Elogiava a Califórnia por permitir o cultivo das drogas leves para consumo "medicinal" e como excelente ideia para angariar dinheiros de impostos. Não sabe este homem que as doenças mentais afectam numa percentagem esmagadora os que consumiram drogas leves na juventude.
Isto está de fugir.

novembro 15, 2010

Desânimo e esperança.

Os novos equipamentos electrónicos deixam qualquer alma prostrada. Sou do tempo em que numa simples TV bastava sintonizar e pronto: 4 canais, terminado. Agora uma TV tem entradas AV, Scart, HDMI, lê memórias USB, tem um controlo remoto com tantas teclas como o computador, quase não tem  botões, dá para navegar na Net, tem DLNA e uma carrada de funcionalidades que duvido da respectiva utilidade.

Montei o suporte, liguei o cabo de alimentação, meti as pilhas no controlo remoto e ... desanimei.

Eu pegaria no manual e viraria folha após folha com enfado e diria alguns palavrões. É nesta altura que se dá valor aos filhos. Dei-lhes resignado o controlo remoto e num instante, sem lerem uma folha e sem abrir a saca do manual, conseguiram colocar o brinquedo a funcionar. Copiaram ficheiros de imagem para a PenDrive, experimentaram o USB, realinharam os canais numa ordem mais lógica ... maravilha. Intuição pura e dura. E pensar que saíram de mim!

Já agora filhotes obrigado por preencherem e darem sentido à minha vida (além de instalarem a TV).

março 07, 2010

De partir o coração

- Filho, ao contrário do que é habitual não te posso levar comigo esta Sexta-Feira à tarde!
- Mas papá porquê?
- Não posso. Tenho uma reunião à hora que te devia ir buscar!
- Mas papá tenho que ficar em casa da avó a ver televisão?
- Não. Podes ir até ao quintal ver as árvores, as plantas, apanhar ar puro.
- Papá está a chover. Vou ter mesmo que ver televisão.
- Pronto, também não é assim tão mau.
- Mas papá, não percebes. Vou ter que ver a Júlia Pinheiro.

Fiquei de coração partido e senti-me um miserável.