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maio 25, 2010

Economia a quanto obrigas

Uma família paga os estudos superiores a dois filhos. Investe o seu dinheiro no desejo de conseguir que eles venham a ser independentes e auto suficientes na vida. O financiamento dos estudos é complementado por uma bolsa do Estado.

Um dos filhos prossegue os seus estudos com bom aproveitamento, aparece aos fins-de-semana em casa e é comedido nos gastos.

O outro vai pedindo mais dinheiro, não apresenta resultados e muitas vezes nem sequer vem a casa. A roupa cheira a tabaco. A situação torna-se suspeita. A família fala com a senhoria: o rapaz entra tarde, dorme até tarde e não o vê a estudar. Umas perguntas aqui e ali e percebe-se que a farra (discoteca, bares, etc) é o pão-nosso de cada dia. Aliás as casas de diversão pululam por todo o lado e aproveitam o maná de outros estudantes igualmente financiados de forma generosa.

O dinheiro dispendido com o rapaz é lançado à rua e, como consequência, a torneira fecha e o artista é chamado a prestar contas. Protesta pois a bolsa do Estado não chega para tudo. Não se conforma e considera que as informações recolhidas não são de fontes confiáveis e deviam ser ouvidas outras.

Traz os colegas de farra como as fontes de informação credíveis e queixa-se de um complot orquestrado para o tramar. Faz um choradinho à avó e ao avô mas estes já não vão em fitas. Quem paga é que manda e os dados estão lançados: o dinheiro agora só é entregue com garantias.


Quem são os especuladores, as vitimas dos especuladores, as más agências de rating e as agências de rating desejáveis?

maio 12, 2010

Cangalhada

As oposições na Ibéria lá foram avisando os socialistas de serviço sobre o crescente endividamento. Não ligaram! Foram comprando a comunicação social para ocultar as verdades, foram gastando cada vez mais, financiaram sindicatos para aceitar paulatinamente o desemprego maciço e recusaram as medidas adequadas no momento certo.

Os Gregos viveram à "grande e à francesa" e a UE sabia e fechou os olhos. Pelo meio aprovou uma constituição europeia que esquecia as raízes cristãs do continente.

A Grécia deu o mote. Sindicatos gregos de esquerda abriram os curros e os seus animais, de cara encoberta por lenços, queimaram três pessoas.

A confiança foi-se perdendo nas economias ibéricas e os antigos inimigos dos bolcheviques ressuscitados: especuladores por um lado e agências de rating maldosas por outro. Mas todos percebem o real problema: mau governo de uma primeira geração de políticos com raízes profundas em Maio de 68. São políticos mal preparados, sem escrúpulos, intelectualmente pobres, deslumbrados pelo poder e pelo dinheiro e profundamente incompetentes mas com uma capa ideológica e mediática laboratorialmente elaborada e eficaz.

O BCE decide intervir e nas Bolsas os "especuladores" vão e vêm: maus num dia porreiros no outro. De onde vem o dinheiro ninguém sabe mas provavelmente virá mais tarde ou mais cedo das rotativas.

Foi preciso um puxão de orelhas de Merkel e Sarkozy a Teixeira dos Santos e um telefonema de Obama a Zapatero para desencantarem um plano de ataques sem quartel à carteira do contribuinte. Os alemães querem regressar ao Marco, fala-se do fim UE e do fim do Euro. O socialismo financeiro está moribundo.

Esta UE plena de contradições e sem alma corre o risco de morrer e morre por lhe faltar isso mesmo: uma alma.