A esquerda radical — devota de Cuba, Coreia do Norte, Nicarágua, Irão, Afeganistão e outros “faróis progressistas” — abraçou subitamente o socialista moderado Seguro, o mesmo que metade do PS escorraçou ontem. Os elogios agora distribuídos dariam vergonha até a uma estrela de cinema pornográfico.
O secretário-geral do PS foi mais rápido a exigir o voto do PSD do que a apoiar Seguro e, ainda assim, finge indignação com Montenegro. No Largo do Rato, barões e baronesas emergiram da toca mal lhes cheirou a prebendas.
A narrativa é simples: ou se vota Seguro ou chega o fascismo. O fascismo é um horror; o comunismo, um carinho.
Votar Seguro é virtude. Votar Ventura é crime.
Boa parte da chamada Direita já cedeu à chantagem. O cerco mediático continua eficaz.
Ainda bem que não há voto eletrónico com anonimato garantido. Na Venezuela, funcionários públicos que não votaram em Chávez foram dispensados pouco depois. Por cá, o instinto é o mesmo — só falta a oportunidade.
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