Inês de Medeiros, a autarca socialista de Almada, dispara em todas as direções: culpa as alterações climáticas, o roubo de água, o aumento da população (mas o infame IMI é bem vindo), os turistas (que, curiosamente, tanto contribuem para a economia local) e até o presidente da câmara vizinha e, claro, o Governo.
O que não faz é olhar para dentro: a falta de investimento da sua própria câmara, as chefias incompetentes nos serviços de água, a manutenção deficiente da rede de tubagens, as previsões de consumo irrealistas e a avalanche de inúteis boys socialistas que aterrou em Almada após a perda da Câmara de Lisboa.
Talvez seja tempo de devolver a gestão do abastecimento de água aos serviços públicos da câmara. Afinal, se os "gananciosos privados" são os responsáveis por esta tragédia, talvez a orquestra tocasse melhor com outro maestro.
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