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março 16, 2013

Terrorismo político

... a esquerda sacode a água do capote e paira excitada sobre um país que deixou moribundo após mais de 10 anos de socialismo quase ininterrupto durante os quais sebou clientelas, sucateiros, futebolistas, advogados, ONGs, Sindicatos, construtores civis, Empresas Públicas, Câmaras Municipais e contas bancárias de políticos e banqueiros corruptos.

Mas mesmo assim os jornalistas, uns ignorantes funcionais de frases feitas de superficialidades, têm umas pérolas que só os porcos apreciariam na ausência de bolotas:
- Na RTP1 Carlos Moedas dizia que pela primeira vez o país vivia de acordo com as suas posses. O Jornalista, na sua sublime sapiência, comentava: "mas com enormes custos";
- Na TVI José Alberto Carvalho lamentava a perda de emprego de alguém casado ou amancebado pois "afectava os dois" (sic).

Há um número razoável de loucos a acreditar que se pode trazer a uma economia -minada durante mais de uma década por lideranças corruptas e criminosas, decisões equivocadas ou maliciosas- a bonança num abrir e fechar de olhos sem sacrifícios, privações e fundamentalmente mais poupança e trabalho.

Entretanto Passos Coelho tem uma oportunidade única: acabar com o aborto gratuito e prémios pelo aborto. É uma despesa de muitos milhões de euros que são necessários para acudir em ajudas directas a quem sofre situações dramáticas mas nunca para financiar açougues privados ou desviar recursos dos cuidados de saúde a quem está doente.

março 04, 2013

Lixando a Malta

A lixação colectiva do último sábado foi o que se esperava: lixou a organização. Valeu por não haver distúrbios o que foi notável.

De resto era uma lista de coisas a lixar: lixar a Troika, lixar o Passos, lixar o Coelho, lixar o Gaspar, lixar o Relvas, lixar o Silva, lixar o Portas, lixar ... lixar, lixar. Lixadores militantes, militando em esquerdumes mais ou menos lixados e lixantes gritaram palavras lixadas a lixar e linchando quem bem lhes apetecia. Queriam as vidas deles (eu não a quero), queriam mais reformas, mais salários, mais apoios, mais dinheiro .... de borla claro. Queriam apenas receber que trabalhar faz calos.

Valeu a passeata que faz sempre bem e dá trabalho a jornalistas amigos que convivem com os pretendentes a lixadores que estão sempre com o Povo, querem que o Povo mande, sabem de Democracia como ninguém e mandam lixar tudo o que não lhes interessa. Democracia no bolso e slogan na boca esta elite parola citadina, que se levanta tarde ao sábado e sem nada para fazer, ataca os cortes com a mesmas ganas que uma imperial na esplanada ou subsídio de transporte que mais ninguém tem.

Um jornalista da SIC escuta deleitado bacoradas, parvoíces  inanidades e nojeiras: nestas coisas qualquer frase pode fazer história no jornal das 8. O jornalista ouve um pobre de espírito que quer coisas mais contundentes que as manifestações: fica ali o idiota sem ser capaz de dizer o que quer e o jornalista feliz por supor o que ele quer mas que nem um nem outro ousam dizer. Um degredo! Que se lixe a SIC.

Saiu uma lista de ricos e a TVI comentou. Passou a Sra Santos de Angola onde 90% da população vive com menos de 1$ e a TVI passou por cima, passou Amâncio Ortega e logo foi associado ao descalabro Espanhol de carimbo socialista. Que se lixe a TVI.

Entretanto os "trabalhadores" da Transtejo ou Soflusa, ou o raio que os parta, lixam os utentes que querem trabalhar encafuando-se num plenário à hora de ponta: um revivalismo do PREC.
Entretanto os "trabalhadores" da TAP lixam os utentes por não quererem cortes que todos tiveram e aos quais foram poupados para a nobre tarefa de "defender a Empresa" e evitar a "fuga de quadros altamente qualificados".
Entretanto os "trabalhadores" da CP aparelham-se para lixar os utentes e defender as suas intocáveis e únicas regalias que continuam a andar por cima de carris bem oleados.

Estou-me lixando: uso pouco qualquer uma delas e vejo televisão para manter a glândula a segregar bílis. 

setembro 22, 2012

Democracia

O governo, enjaulado e ainda bem pela Troika, não só é assediado pela grunhice e grunhidelas de populares sem filhos e família para cuidar: agora é também o Conselho de Estado que manda palpites.

Não seria melhor deixar apenas a Troika tomar o comando e mandar o CE de licença sem vencimento.

Saía mais barato e eficaz.

setembro 16, 2012

Os Cinco com um caso a resolver

... algum do material de recolha de imagem de todas as TVs foi misteriosamente roubado em todo o país, ontem, durante as manifestações. O fenómeno pode substituir o do "entroncamento".

As grandes angulares levaram sumiço e as imagens saíram todas com ângulos muito fechados especialmente em 39 cidades.

O divertimento prossegue hoje com a Casa dos Segredos: está cheia de rapazes e raparigas dos mais bem preparados desta geração.

Exorcismo das populaças

Infelizmente as manifestações de hoje, além de mostrarem a decadência moral do português pela torpeza dos insultos escritos e chiados aos megafones, são uma tragédia que pode explicar o facto deste país não progredir economicamente. Vejamos as infantilidades das "massas" (algumas muito bem vestidas e equipadas com gadgets bem dispendiosos):

  • Não protestaram quando ocorria um endividamento monstruoso que ultrapassava o ritmo de mais de 100Euros/mês por português durante anos seguidos;
  • Protestaram contra as consequências, e não contra as causas, de um descalabro financeiro provocado por um gasto descabelado e inconsequente com dinheiro emprestado;
  • Demonizaram não os causadores dos problemas mas quem os tenta resolver;
  • Não percebem que se a Troika "for embora" rapidamente chegamos a uma situação de ruptura total: salários não serão pagos,  escassez de bens e serviços, escassez de combustíveis, inflação galopante, etc. Terão a "vida" mas será um inferno bem pior que aquele que pensam ter agora.
Este Povo com cursos superiores, Novas Oportunidades, Mestrados, Doutoramentos, muitas viagens à estranja, férias no Algarve e BMW não deixa de ser aquilo que é: estruturalmente pobre. Não consegue analisar as  consequências de decisões do passado, não consegue analisar e interpretar o presente e, por fim, não consegue antecipar as consequências que o facilitismo orçamental traria em apenas alguns meses.

Um empresário com esta mentalidade e superficialidade não vinga.

A realidade não é uma novela em que o fim pode ser escolhido pela populaça. A realidade não se pode exorcizar: amanhã apresenta-se de novo.