Os Gregos viveram à "grande e à francesa" e a UE sabia e fechou os olhos. Pelo meio aprovou uma constituição europeia que esquecia as raízes cristãs do continente.
A Grécia deu o mote. Sindicatos gregos de esquerda abriram os curros e os seus animais, de cara encoberta por lenços, queimaram três pessoas.
A confiança foi-se perdendo nas economias ibéricas e os antigos inimigos dos bolcheviques ressuscitados: especuladores por um lado e agências de rating maldosas por outro. Mas todos percebem o real problema: mau governo de uma primeira geração de políticos com raízes profundas em Maio de 68. São políticos mal preparados, sem escrúpulos, intelectualmente pobres, deslumbrados pelo poder e pelo dinheiro e profundamente incompetentes mas com uma capa ideológica e mediática laboratorialmente elaborada e eficaz.
O BCE decide intervir e nas Bolsas os "especuladores" vão e vêm: maus num dia porreiros no outro. De onde vem o dinheiro ninguém sabe mas provavelmente virá mais tarde ou mais cedo das rotativas.
Esta UE plena de contradições e sem alma corre o risco de morrer e morre por lhe faltar isso mesmo: uma alma.
